9 de dez. de 2010

Saudade

[E eis a imagem motivadora desse post, peguei no blog da Sepha. Pq é impossível não lembrar dela qdo vejo qualquer coisa da Barbie.]


Saudade, se não me engano é uma palavra que não existe em muitas línguas [ou existe só no nosso bom português?], apesar do sentimento ser universal (imagino eu, claro, não vou divagar sobre isso, não tô boa para essas viagens na maionese há tempos). Agora como é que faz quando a saudade é de alguém que você nem ao menos conhece? Não,  não a conheci, não deu tempo e eu não quis apressar as coisas, quis um processo natural que não veio e nunca viria (há coisas que só acontecem na minha cabeça). Não foi falta de vontade, sempre quis conhecê-la , mesmo sabendo que ela poderia não gostar de mim [os riscos sempre existem]. Mas a minha vontade de fazer tudo certo calou minhas palavras [pq tenho sempre muita opinião sobre as coisas e a situação já era extremamente delicada]. E passou, tudo passou. Só não passou a vontade de conhecê-la e em alguns momentos me pego pensando na pequena. Quem é que vai mostrar esse universo fútil da feminilidade, cheio de batons, blushes e sombras? Quem vai dizer pra ela que um batom MAC tem o melhor cheiro de baunilha que um batom pode ter? Quem vai ensiná-la a usar água termal todos os dias, que isso não é frescura e sim uma necessidade, principalmente nesses dias de um calor infernal? Quem vai ensinar a combinação de cores, que o bacana é se maquiar e parecer estar de cara lavada? Não, não faço a menor ideia de quem possa fazer isso. Assim como não sei de onde vem essa saudade, nem imagino o que fazer com isso.
27 de out. de 2010

Agora

Eu ia roubar todas as músicas do seu note. E você ia me ajudar nisso. Engraçado, o meu MP4 de 8giga continua com a mesma seleção de músicas ultrapassadas do ano passado, quando achei que um dia ia conseguir completar uma prova de corrida sem estourar o joelho. Se for para estourar alguma coisa, prefiro ir para o baile funk na Rocinha mesmo. Agora, já não corro mais, já não acordo as seis da manhã correndo para ir para o pilates, mesmo tendo acabado de ir dormir, já não tento me matar na esteira, achando que um dia isso ia dar certo. Quando tenho tempo, prefiro dormir, cansei do esforço árduo e de resultados suados. Prefiro suar de outra forma. Agora já não vejo mais The Big Bang Theory, acho que é coisa de nerd, que é sem sal e sem graça. Também não gosto de quem gosta e sim, agora tenho quinze anos e essa franja nova me dá múltiplas possibilidades de voltar a ser uma garotinha. Agora não digo mais que sei o que é um impedimento, nem grito em frente a tv quando tem futebol passando, prefiro mudar o canal, quero ver é novela. Ainda assim, agora, nas horas vagas, sou "curinthiana" e tudo que eu mais queria é que o América fosse rebaixado para a série C novamente. Agora não gosto mais de cachorros, nem de crianças pequenas e fofas, não falo baixo, não uso mais as entrelinhas, não fico vermelha quando me elogiam, não respondo "não sei" para as perguntas óbvias, não tenho mais opinião sobre política ou econômia. Você ia me dar uma chance e eu ia te amar para sempre. Agora, estou tentando virar minha vida de ponta-cabeça ao som de um pagode qualquer.
22 de out. de 2010

Amooooooooooooooooooooooo!

Regina Spektor no SWU.
Só uma palavra para definir: perfeição!
2 de out. de 2010

Que seja doce...

Foto de Pink Flutterby, que vi aqui.

Que seja doce, mesmo que machuque.
Ainda que sangre, que seja doce.
Mesmo sendo irreal, que seja doce.
Ainda que dure uma fração de sgundo, que seja doce.
Mesmo sendo tempo perdido, que seja doce.
Ainda que seja mentira, que seja doce.
Mesmo que não faça o menor sentido, que seja doce.

"Repito sete vezes para dar sorte: que seja doce, que seja doce, que seja doce, e assim por diante."
27 de set. de 2010

Diariamente*


Para a tristeza: cafuné
Para o amor: cuidado
Para afagar o peito: afeto
Para a felicidade:Gabriel  
  
Para a cor vermelha: morangos
Para o domingo: céu azul 
Para as paredes: verde água 
Para o buquê: rosas  


Para as células: água
Para beber toda hora: gatorade de uva
Para o almoço: sobremesa
Para o verão: sorvete de limão  

 
Para comer com sorvete: petit gateau
Para presentear: chocolate
Para receber amigos: pão de mel
Para o aniversário: brigadeiro 

Para matar a saudade: msn
Para o ócio: twitter
Para a loucura: Caio Fernado de Abreu
Para despertar o interesse: inteligência


Para dormir bem: sofá
Para desopilar: música eletrônica
Para sonhar: pés no chão
Para não entender: nikolausi


Para o quarto: silêncio
Para a cozinha: armários gigantes
Para o escritório: privacidade
Para a casa: segurança

Para sorrir: boa companhia
Para suar: corrida 
Para chorar: Closer
Para perder o fôlego: Rio de Janeiro

Para me amar e me odiar: um pouquinho de paciência diariamente.

 
*Há algum tempo, Rosaninha fez um post com esse mesmo título e gentilmente me permitiu roubar a ideia  (que veio orginalmente do Nando Reis).
22 de set. de 2010

O primeiro a gente nunca esquece...

Ok, eu sumi, é verdade. Muitas coisas aconteceram,  muitas mesmo, não daria para fazer um resumo aqui, pq senão esse seria o post mais longo desse humilde blog. Não é por falta de vontade que escrevo tão pouco, mas são  tantas coisas acontecendo que fica difícil definir o que vira post, o que é viagem na maionese,  o que é pesado, o que é chato. Antes, eu simplesmente vinha aqui e escrevia, mas já não é mais tão fácil assim. Tem gente que vem aqui e acha que tudo que está escrito tem que ser levado ao pé da letra. Eu tenho plena consciência de que muitas coisas aqui não fazem sentido e que muita gente vai ler e não vai gostar (me admira quando alguém gosta,  sério), entretanto quando você ouve alguém dizer que escreve bizarrices aqui,  as coisas mudam de figura.

Vamos deixar essa chatice  para depois e vamos ao que interessa,  como ando sem conseguir definir sobre o que escrever,  vou seguir um meme, o primeiro de todos (sim,  muito criativo). Um meme copiado que rodou bastante (como aqui, aqui, e aqui) nos últimos tempos e que consiste em contar basicamente 9 coisas que as pessoas não imaginam sobre você. Então, vamos abrir a caixinha de Pandora.

1) Quando pequena, meu pai cortava o meu cabelo e o da minha irmã. Bom, meu pai é farmacêutico-bioquímico, então imaginem que beleza que era. Então, até uns seis, sete anos de idade, eu usei o famoso corte de cuia

2) Eu era muito popular até a quarta série do ensino fundamental (ainda se fala assim???). Apesar de tímida e calada, eu era muito estudiosa e portanto o xodó das professoras, que eu chamava de tia, claro (nem por isso, associei qualquer parestesco a nenhuma delas).

3) Até os 20 anos de idade, eu respirei pela boca pq tinha adenóide, o qual não regrediu e era gigantesco (coisa bem rara, olha que bacana, NOT).

4) Até o  último quatro de outubro ("ótimo" por sinal), 4 era meu  número da sorte (e não, eu não acredito nessas coisas). Hoje, o 4 é apenas o meu número, um carma ou qualquer coisa assim.

5) Só passei em Farmácia na UFMG, por causa da prova aberta de Português e Literatura (deculpa aê, mas a minha nota foi a maior de todos os cursos - eu e mais 2 pessoas, não vou mentir) ,que elevou a minha média.

6) Eu ainda não sei para que serve o tal do Facebook (se alguém  souber, avisa nos comentários, please.) De todas as mídias sociais, é a que considero mais inútil.

7) Eu já devo ter emagrecido e engordado mais de 100 kilos, no mínimo. Eu vivo de dieta, ou  melhor, entrando e saindo.

8) Meu filme nacional favorito: Lisbela e o prisioneiro (não tem nada a ver como fato do Selton Melo estar no elenco,tá?). Assisto toda vez que passo na TV e toda vez descubro uma cena em que a Débora Falabella erra o sotaque (adorooooooooo).

9) A primeira coisa que aprendi na cozinha foi fazer arroz. Eu tinha uns 6 anos, morava em Carbonita, norte de Minas, e pedi para a minha mãe me ensinar.

E então é isso, uma pena não ter nada mega bombante aqui, mas é  que eu sou um anjo, né, gente. Vou tentar postar regularmente a partir de agora. Obrigada aos novos visitantes (já ganhei uma poesia, acreditam?) que passaram por aqui, na época eu não pude dar a devida atenção. mas vou ajeitar isso. No mais,beijomeliga!
2 de set. de 2010

Post rapidex

A amiga chega indignada:
- Meu irmão falou que troquei uma Mercedez por um Fusquinha.
Como eu já sabia dos fatos desde sempre (amiga trocou namorado galã da novela das oito por outro menos visado), não pensei duas vezes:
- Então diz para ele que pelo menos o Fusquinha anda e muito bem, já a Mercedez só vivia na revisão.

(Para quem tá com saudade de mim, eu sonho, né, gente, em breve teremos posts de verdade.)
30 de ago. de 2010

Eu e você

"Bem mais que o tempo
Que nós perdemos
Ficou prá trás
Também o que nos juntou..."

Sobre nós dois, "prefiro continuar distante..."
11 de jun. de 2010

Nudez



A nudez do corpo é perdoável.
A nudez da alma é blasfêmia.
24 de mai. de 2010

A queda


Durante a queda, procurou algo em que pudesse se agarrar. Era necessário agarrar-se a qualquer coisa, numa tentativa de salvar-se. Mas os olhos estavam inebriados pela sensação de ver mil coisas ao redor de forma completamente inesperada, a queda proporcionava-lhe uma sensação de liberdade e vivacidade surpreendentemente atraentes. Tinha que se segurar, mas preferia continuar caindo...
6 de mai. de 2010

Para Andrea



Para quem não sabe, hoje é aniversário de uma das minhas melhores amigas, um dos muitos frutos que esse humilde e despretensioso bloguinho me deu de presente. Não dava para deixar passar em branco, apesar da correria e caos que está a minha vida neste momento, fica aqui a minha singela homenagem a Andrea Carolino (até o nome dela é phynooooooo) também conhecida como nossa Gi paraibana.
5 de abr. de 2010

O fim

E a gente sempre pensa que dói quando acaba, quando o pra sempre se torna nunca mais.
Será mesmo?

Por onde andei...

22 de mar. de 2010

Como é que se coloca ponto final?

"E uma compulsão horrível de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer. Destruir antes que cresça. Com requintes, com sofreguidão, com textos que me vêm prontos e faces que se sobrepõem às outras. Para que não me firam, minto. E tomo a providência cuidadosa de eu mesmo me ferir, sem prestar atenção se estou ferindo o outro também.
Não queria fazer mal a você. Não queria que você chorasse."
Caio F.


Eu terminei todos os meus relacionamentos. E não, não acho o máximo dizer isso, ainda mais pq não soube colocar ponto final da forma mais correta. Magoei pessoas simplesmente por não saber como lidar com o fim. Afinal como é que se diz “não tô mais a fim, me entedio rápido, vc não ouviu eu dizer isso um milhão de vezes?”. Fui muita fria com os mais sentimentais e mandei muitos procurarem um terapeuta. Com os mais espertos simplesmente desapareci, não atendi ligações, me fiz de desentendida, procurei um jeito de me perder no caos das minhas muitas ocupações. Com alguns foi necessário palavras mais sérias “é que eu gosto de uma outra pessoa há muito tempo e não posso deixar você esperando uma coisa que não tenho para lhe dar”. As maiores dificuldades que encontrei foi com aqueles que queriam explicações demais: “mas você não gosta mais de mim?”; “quem é essa outra pessoa? como é que você nunca falou dele?”; “Pq você não deixa ninguém te amar?”. É engraçado pq as pessoas que perguntam demais já conhecem a resposta na maioria das vezes, então preferi deixar o silêncio falar por mim, afinal não resolveria dizer “quando é que  disse que gostava de você mesmo?”. [As pessoas tecem ilusões em cima de suas expectativas e confundem necessidades momentâneas com sentimentos e não, não tenho saco para lidar com tudo isso.] Talvez eu devesse sorrir menos, falar menos, me expor menos ou simplesmente não me importar tanto, pq ainda acho que é melhor tirar o esparadrapo de uma só vez que arrancá-lo pouco a pouco. O mais incrível disso tudo é imaginar que o meu melhor relacionamento nem chegou a ser um de fato e talvez isso se deva a impossibilidade de eu terminar algo que nem ao menos começou [ e já são quase seis meses sem ver você ].
20 de mar. de 2010

19 anos*


Passou-se tanto tempo depois que Ana me deixou, e eu sobrevivi, que o mundo foi-se tornando aos poucos um enorme leque escancarado de mil possibilidades além de Ana.
Caio F. Abreu in “Os Dragões não Conhecem o paraíso”.


Para André
Eu ainda lembro de quando você se aproximou e me pediu para segurar seu copo. Não entendi, mas segurei, não custava nada mesmo. Então você desligou o celular e começou a conversar comigo. Já era cinco da manhã e eu percebi você se aproximando. Tudo o que consegui foi te perguntar a sua idade e vc me disse que tinha vinte anos. Gargalhei alto e respondi que podia ser sua avó. Você ali, parado, sem entender nada e eu numa gargalhada que não queria terminar. Eu sei, ainda tenho cara de menina, a culpa não é sua, é da minha maquiagem que sempre fica cuti cuti demais. O mais engraçado foi o meu ciúmes por causa da sua amiguinha com cara de nerd que parecia ter 15 anos. Lembro da cara sem graça dela, tentando me explicar que fazia parte da sua turma. Também foi engraçado quando o seu amigo me perguntou o meu nome e eu disse que você responderia. Foi aí que a gente se deu conta de que um não sabia o nome do outro e que isso não tinha a menor importância. Desde o começo foi assim, não  estavamos apegados a detalhes, apenas ao momento de aproveitar a presença um do outro. Falávamos pouco, mas dizíamos muito e isso era suficiente. Ou melhor, eu achei que isso bastasse. Falei tanto para você não me pressionar, pedi para que não criasse expectativas, que eu era sentimentalmente limitada (impagável a sua cara quando você ouviu isso). Parei de pensar, afinal era tão bacana, shopping, milk shake de ovo maltine gigante, cinema, carinho, abraço, risadas intermináveis, vídeo game, brigadeiro de panela, cachorro-quente da tia,desenho animado, você tentando me ensinar a andar de skate (mais uma cicatriz no joelho) ,discussões super sérias (vc acha mesmo que o Salsicha era maconheiro? não, não tem nada ver, só pq o Patrick é rosa e gay não quer dizer que o Bob Esponja também seja). Foi bom, você trouxe leveza a minha vida, mas todo mundo já sabia que mais cedo ou mais tarde iria terminar, exatamente no mesmo lugar em que começou, ou seja, lugar nenhum. Ainda sinto o peso da sua mão quando me lembro daquele dia em que me puxou e rispidamente me perguntou "você não sabe deixar ninguém te amar?" . Queria tanto que você entendesse que isso não é amor. Então, não me liga mais, nem me procura, não adianta tentar protelar o fim. Acabou, só isso, não procure entender nem teorizar. Foi bom, mas acabou, meu bem.

* Sei que fez vinte anos essa semana, mas pra mim, você vai ter sempre 19.
9 de mar. de 2010

Banho de chuva


Passava da uma da manhã quando os primeiros pingos grossos bateram na janela do seu quarto. Uma chuva pesada e fria que trazia consigo uma sinfonia de ventos cantantes. Ela se  levantou, na escuridão e pé ante pé caminhou para o quintal, como que seduzida pelo temporal. Não se importou com a roupa fina, que a deixava quase desnuda, o corpo ainda quente ansiava pela serenidade do banho do céu.  A chuva  fria tocou sua pele misturando sorrisos, lágrimas  e água numa dança enlonquentemente muda. E a vida dela é assim, feita de pequenos prazeres, como banho de chuva e pés descalços [ainda que tenha uns 20 pares de havaianas].
8 de mar. de 2010

Pra sempre

Eu vou amar você pra sempre. Tá, é ridículo e pra sempre é muito tempo, eu sei. Com tantas palavras mais requintadas no nosso vasto vocabulário e com tantos artíficios eu poderia muito bem fazer umas metáforas e viajar e coisa e tal. Sendo direta, fica muito cru, fica muito frio. Mas não dá para continuar com os joguinhos ou com as indiretas, cansei de brincar. Agora aqui vai a dica, vou amar você pra sempre, mas não vou te esperar por toda a eternidade.
5 de mar. de 2010

Vai tomar no Cú!!!!!

É , tem dias em que tudo o que a gente quer ou precisa é mandar alguém ir tomar no cú (eu realmente acho que cu deveria ter acento). Você não tá a fim de mandar ninguém pra puta que pariu ou pra casa do capeta ou pro caralho a quatro, apenas um vai tomar no cú basta. É feio, infantil, grosseiro, indelicado, chulo, de um mau gosto sem noção, mas acredite, pode ser também muito libertador. E pode ser quase um mantra, musicalmente falando.

É isso, bjos_nãomeliga!
24 de fev. de 2010

Pelo hoje sujo *

Fito seus olhos verdes tão profundos quanto a água do poço [que sorri e me chama de forma indecorosa e indecentemente irresistível]. Fito seus olhos e consigo ver além de toda beleza, um certo cansaço, cansaço desse vida de muitas amores e muitas amantes. Sim,amar cansa e sei o quanto vc já amou. Vc me disse que tinha 38, mas aquela pinta nas suas costas me contou que vc já passou dos 40. E eu não ligo, sabe, acho bonitinho esse seu jeito de achar que me engana. Acho bonitinho vc ter medo de confessar que vai chegar aos 50, enquanto eu mal acabei de fazer 27. É fácil adivinhar o que todos estão pensando, mas é mais divertido rir de tudo isso, enquanto a gente toma sorvete de chocolate na cama durante aquele futebol sem vergonha do nosso time picareta. Sim, prometo ser sua amante e não ter olhos para os garotinhos, enquanto vc me ensinar a linguagem dos corpos que se amam. Sim, te prometo corpo, alma e minha juventude sem reservas. Fito seus olhos e por um instante paro para pensar onde isso vai chegar. Então, olho seus pés friorentos juntos aos meus e sorrio. Você sorri de volta e minha mente se aquieta, volto a ser menina, sua menina. Sim, um brinde ao hoje, ainda que seja sujo.


* me apaixonei pelos versos abaixo, coomo tenho me apaixonado por tudo que leio de Caio. Deveria começar pelo ontem perdido, mas me rendi ao hoje sujo, pq penso em ser mais lasciva .

"Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso."
22 de fev. de 2010

Ontem foi diferente

"E eu me pergunto se viver não será essa espécie de ciranda 
de sentimentos que se sucedem e se sucedem
e deixam sempre sede no fim." 
Caio F.


Nunca esperei nem quis nada de você, mas ontem foi diferente. Ontem eu esperei vc ligar o dia todo e o telefone tocou pelo menos umas vinte vezes. E pelo menos umas vinte vezes o coração bateu mais forte, achando que podia ser vc e pelo menos umas vinte vezes o coração ficou murchou ao constatar que não era você. Ontem foi diferente, ontem eu morri pelo menos vinte vezes. E apesar dos abraços, das palavras doces, do bolo, do brigadeiro, das lembranças, das gargalhadas, das pessoas que se importaram mesmo estando em lugares tão distantes, eu morri pelo menos vinte vezes. Não faz isso comigo não, esse joguinho já não tem mais graça há muito tempo e você sabe disso. Ninguém pediu para vc voltar, ninguém pediu para vc armar o circo que armou, vc sabe disso também. Não precisava ser assim, não precisava mais uma vez  ficar tão perto, me fazendo acreditar que era real. Se for para continuar desse jeito, vou pedir para vc ir embora, já estou sedenta e não sei mais quantas vidas tenho.
18 de fev. de 2010

Desabafo..

Para Thiago

Não sei se consigo sem você, é isso, prontofalei. Juro, tentei bravamente por quase dois anos inteirinhos, muda, seca, calada, firme e forte, mas acho que não dá mais.

Lembro de quando você chegou, impossível esquecer o seu jeito de cachorro abandonado que caiu da mudança. Lembro também do picolé de caja, das brigas por causa de ciúmes bobo que terminavam em gargalhadas, da hora em que vc chegava do serviço e me ligava para dizer como tinha sido o seu dia, da hora em que ia dormir e me ligava para dizer boa noite, da química  orgânica (sabia que eu conheço um Adeildo? só vc ia achar graça nisso), da faculdade bendita, das viagens intermináveis, da minha dor de estômago que não passava nunca. Sim, me lembro de tudo isso e sinto falta de tudo o que planejamos, pensando que teríamos uma vida inteira pela frente juntos.

A gente queria tanto, sonhou tanto, que tem horas em que me pergunto se realmente aconteceu. Não esqueço daquela quinta-feira nublada que colocou ponto final  em tudo. Não, não te culpo pela pressa, amor. Sempre confiei na sua responsabilidade e sei que vc não me decepcionaria.  Dói saber que vc não teve chance, dói saber que faltou prudência alheia e dói saber que tive medo de te dizer "eu te amo" pq  com  apenas 3 meses seria loucura. Tá difícil, começou a ficar mais complicado agora. Há dias em que não sei pq ainda insisto em me machucar quando pego o telefone pensando que pode ser vc. Espero um dia poder conseguir dizer serenamente "descanse em paz, meu amor".

Caraça - pedacinho do céu



8 de fev. de 2010

O telefonema

Por um instante, o coração dela parou. Ela não respirava, não piscava, não se mexia. Fez-se um silêncio ensurdecedor do outro lado da linha, enquanto ela esforçava-se para não cair aos prantos. Tudo o que ela ouvira segundos antes era:

- Eu não gosto de você, jamais gostei e não lhe tenho em consideração.

Claro que ele não falou com ela desse jeito,nem de jeito nenhum. Ele não era homem do tipo que põe um ponto final. Apesar de uma certa idade evidenciada pelos primeiros fios grisalhos, ainda havia resquícios nítidos de um jeito moleque e covarde,  encobertos por uma lustrosa faixada de maturidade. Mas os fatos deixavam claro que independente da conversa que estavam tendo, essa era a verdade. Claramente ela conseguiu escutar as palavras duras, apesar de todo bla bla bla.  Seria menos sofrido se ele mesmo as tivesse pronunciado, seria mais verdadeiro e mais digno também. Num fiapo de voz. tudo o que ela conseguiu conseguiu dizer foi:

-Olha, eu preciso desligar agora. Vc está me ouvindo? Eu preciso desligar. Beijo. Tchau.

Não esperou a resposta do outro lado da linha, desligou o telefone antes que uma enxurrada de lágrimas levassem pelo ralo o pouco de dignidade que ainda lhe sobrara, se é que havia sobrado algo. O choro alto ecoou pela casa vazia, as palmas das mãos não foram capazes de conter tal inundação. Mesmo sabendo da verdade há bem mais tempo, mesmo tendo chorado diversas outras vezes, mesmo o coração tendo lhe alertado há meses, ela não imaginava que não estava preparada para tamanha decepção. Não fora possível prever que mais uma vez teria seu coração dilacerado pela mesma pessoa. Ouviu um barulho, era a família chegando. Calou-se, rapidamente correu para o banheiro, lavou o rosto e correu para cama. O pai estava doente, muito mais do que aparentava, não seria justo ocupar ninguém com esse assunto bobo. Pegou as pílulas em cima do criado mudo e tomou logo três, ajeitou-se debaixo das cobertas e tudo o que desejou foi que o breu da noite a engolisse.
7 de fev. de 2010

Eu vou te expor aqui!

Eu vou te expor aqui, vou contar todos os detalhes de como vc partiu meu coração. Nada será omitido, nem a sua mancha vermelha no dedinho do pé esquerdo, nem o seu cacoete de piscar o olho direito diversas vezes quando fica nervoso, muito menos a sua mania irritante de dormir de meias. Vc vai pagar p ver?
3 de fev. de 2010


Apesar do fim
o sentimento ainda sobrevive
alheio a tudo
como  um cacto no deserto
[do meu coração].
31 de jan. de 2010
Vou bater na mesa e jogar todas as cartas para o alto.
Esse jogo para mim acabou.
18 de jan. de 2010

Pra todo mundo!

Eu vou sair por aí dando para todo mundo. Sim, meu bem, pra todo mundo. E não adianta ficar escandalizado ou simplesmente dizer que esse palavreado não combina comigo. É verdade, você tem razão, não costuma dizer as coisas desse jeito, mas você não me deixa outra saída e não quero deixar nada nas entrelinhas, nada subentendido. Então , para ficar claro, é isso mesmo, vou sair por aí dando pra todo mundo, até para os seus amigos, se é que isso faz diferença.


Veja bem, esperei você por muito tempo e tudo o que você me deu foi uma fração de segundo. [Não adianta dizer que não sei fazer conta, que sou loira oxigenada e coisa e tal, o fato é que aquelas seis horinhas em que você dormiu, enquanto eu conversava com a minha imagem refletida no teto, não contam, não é, meu bem?] Num instante você estava ali comigo, com as mãos em cima de mim, me mostrando o quão real as vontades podem ser e, no outro instante, éramos apenas dois estranhos dividindo uma mesma cama. Engraçado, nunca estive tão distante de uma pessoa que estava tão próxima.

Vou colocar aquele vestidinho de menina que deixa os meus ombros a mostra, exatamente como estava no primeiro dia em que te vi. Vou vestir aquela lingerie branca de algodão para combinar com o meu jeito de anjo de candura e vou sair por aí, distribuindo olhares e sorrisos tímidos de menina. Você não sabe, mas com os outros eu sou segura. Com os outros, quem dita as regras do jogo sou eu e isso os enlouquece, meu bem. Com os outros, apenas olhares são suficientes para que eles se aproximem. Com você, as coisas mudam e eu fico indecentemente frágil, as palavras somem e  me perco – é como se estivesse despida em praça pública.

Sim, vou sair dando pra todo mundo, para tentar entender o que é que fiz de errado para você não me querer mais. Não espero encontrar soluções ou respostas para meus erros, nem grandes amores ou paixões avassaladoras, apenas vou sair por aí distribuindo o que estava guardado apenas para você. Afinal de contas, no meu mundo, você não vai mais existir.
13 de jan. de 2010

Um novo começo?



Bendita hora em que disse que 2010 estava louco querendo acontecer. Pois bem, ano novo, vida nova (????): a primeira infecção bacteriana que me deixou quase dez dias de cama ( e os prirmeiros delírios e momentos reflexivos regados a analgésicos), o primeiro acidente de carro e os primeiros hematomas no ombro (plus a primeira visita a delegacia dentro da favela de um bairro longe do centro), a primeira caminhada de 3 km na chuva e de salto (e salve salve a maquiagem waterproof!), o primeiro mais novo amigo de infância lesado e super engraçado, a primeira paixãozinha adoslescente junto com as primeiras promessas e as primeiras decepções (meu bem, eu te avisei), as primeiras compritchas de make ("amiga vc nem parece que tá tão doente, essa maquiagem está ótima"), o primeiro passeio no shopping (com as lojas fechadas =( ), a primeira viagem de volta (uma das últimas), as primeiras fofocas e os primeiros melhores abraços de toda uma vida. Enfim, milhões de coisas acontecendo pela primeira vez, mas ainda tem uma pergunta que incomoda: um novo começo ou o início do fim??????????
 
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