"E eu me pergunto se viver não será essa espécie de ciranda
de sentimentos que se sucedem e se sucedem
e deixam sempre sede no fim."
Caio F.
Nunca esperei nem quis nada de você, mas ontem foi diferente. Ontem eu esperei vc ligar o dia todo e o telefone tocou pelo menos umas vinte vezes. E pelo menos umas vinte vezes o coração bateu mais forte, achando que podia ser vc e pelo menos umas vinte vezes o coração ficou murchou ao constatar que não era você. Ontem foi diferente, ontem eu morri pelo menos vinte vezes. E apesar dos abraços, das palavras doces, do bolo, do brigadeiro, das lembranças, das gargalhadas, das pessoas que se importaram mesmo estando em lugares tão distantes, eu morri pelo menos vinte vezes. Não faz isso comigo não, esse joguinho já não tem mais graça há muito tempo e você sabe disso. Ninguém pediu para vc voltar, ninguém pediu para vc armar o circo que armou, vc sabe disso também. Não precisava ser assim, não precisava mais uma vez ficar tão perto, me fazendo acreditar que era real. Se for para continuar desse jeito, vou pedir para vc ir embora, já estou sedenta e não sei mais quantas vidas tenho.


3 comentários:
Que post forte. As palavras do Caio foram fantásticas também.
Ei, Taffa! Vc acredita que eu não conhecia Caio F.??? E ainda dizem que a blogosfera não tem nada que preste, tsc, tsc.
bjo grande!
Senti teu texto como se fosse um tremendo desabafo, Pri. E desabafar é sempre bom...
Um beijo.
ps: como assim você não conhecia Caio??? Cio é meu guru, dorme na cabeceira da minha cama, é lido, relido, lido de novo, é fantástico [tenho certeza que daqui a pouco você vai estar achando isso também!]
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