9 de mar. de 2010

Banho de chuva


Passava da uma da manhã quando os primeiros pingos grossos bateram na janela do seu quarto. Uma chuva pesada e fria que trazia consigo uma sinfonia de ventos cantantes. Ela se  levantou, na escuridão e pé ante pé caminhou para o quintal, como que seduzida pelo temporal. Não se importou com a roupa fina, que a deixava quase desnuda, o corpo ainda quente ansiava pela serenidade do banho do céu.  A chuva  fria tocou sua pele misturando sorrisos, lágrimas  e água numa dança enlonquentemente muda. E a vida dela é assim, feita de pequenos prazeres, como banho de chuva e pés descalços [ainda que tenha uns 20 pares de havaianas].

3 comentários:

Rosana Tibúrcio disse...

Não há como negar: o amor é lindo!!!

[P] disse...

Ah, mas banho de chuva é TUDO mesmo!

Beijo, Pri.

ps: sim, sim, Passarela do Álcool em primeiríssimo lugar! e se quiser mais dicas, estamos aí ;)

Taffarel Brant disse...

Que lindo!
Ficou suave e imaginativo.
beijos!

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