31 de out. de 2009

O bom de ser mulher

Eu poderia falar que ser mulher nunca foi fácil, desde a época da minha bisavó e com certeza até depois do tempo da minha filha. Argumentos para tal afirmação é o que não me faltariam.

Poderia falar que mesmo ocupando cargos iguais, ainda guanhamos menos. Mesmo sendo extremamente competentes profissionalmente, ainda há pessoas ligadas ao nosso círculo profissional que questionam nossa autoridade (cerca de 85% das mulheres não gostam de receber ordens de outras mulheres, é uma coisa por aí, não me lembro direito) e há alguns que chegam a achar que bala chita ou dadinhos doces serão instrumentos eficazes em uma negociação de compra e venda por exemplo.

Poderia também falar das horas que passamos no salão (manicure, pedicure, sobrancelha, corte, escova, chapinha, descoloração, depilação com cera quente, limpeza de pele), na academia, no shopping (comprando zilhões de dermocosméticos) ou até mesmo se arrumando antes de sair de casa porque sabemos que devemos estar , obrigatoriamente, sempre impecáveis (e que a concorrência está cada vez mais acirrada e que homem de verdade é artigo raro).

Hoje não quero falar de nada disso, não sou eu quem vai lutar contra a corrente, queimar o próprio sutiã em praça pública (nananinanão!!!!) e tentar mudar um mundo que em certos aspectos pouco difere da Idade Média. (Ou você acha que a pílula anticoncepional ou a mini-saia revolucionaram mesmo a vida da mulher? Não discordo da liberdade da mulher sobre seu próprio corpo, mas o número de mulheres que contrairam o vírus da Aids de seus próprios maridos é um tanto quanto alarmante. Você deu uma olhada no jornal essa semana? Uma jovem foi praticamente linchada em uma univerdade por cerca de 700 alunos pelo fato de ir trajando um vestido curto. Ok, essa discussão fica para outro dia, sorry.)

Vamos ao que interessa, o lado bommmmmm de ser mulher.

Em primeiro lugar, ninguém espera que você seja uma exímia motorista. Mesmo que suas habilidades nessa área sejam suficiente para que você integre o time da Fórmula 1, sempre haverá alguém esperando um momento qualquer para soltar a máxima: "só podia ser mulher!" Uai, e o lado bom? Simples, não se cobre tanto, não tenha desejos de surpreender a ala masculina, afinal para quê gastar tanta energia? Quando preciso colocar o carro numa vaga apertada, não me dou ao trabalho de pensar que não posso vacilar para não dar espetáculo para a platéia. Faço uma carinha singela e sempre pergunto ao indíviduo mais próximo algo do tipo: será que cabe? E prontamente, sou orientada, com toda calma e paciência do mundo e a platéia falta gritar gol com a finalização mais que perfeita do carro na vaga. Se eu consigo tal proeza quando faço sozinha? Sim, é claro, mas prefiro utilizar a curiosidade alheia a meu favor.

Em segundo lugar, uma mulher não fica com quem não quer. Geralmente, somos nós quem escolhemos o fulano para o qual daremos uma possível oportunidade (mesmo que ele pense que foi ele quem chegou lá e conquistou a mocinha, ah tá). Ninguém vai zoar a ciclana se o Brad Pitt colar na sola do sapato dela e ela não quiser nada com o moçoilo. Não quer, não quer, ué, pronto e acabou. Agora, você já viu homem dispensar mulher mesmo quando não está interessado? Desde que a fulana não seja um canhão da Segunda Guerra Mundial, é claro (se bem que isso não é um argumento muito sólido não). Homem tem a obrigação de ir lá, pegar a dita cuja e ainda espalhar para toda a turma o que é que a baiana tinha.

Em terceiro lugar, podemos chorar quando nos "der na telha", sem o menor pudor. Independentemente do motivo, não somos obrigadas a esconder nossos sewntimentos e calar nossas emoções. Podemos deixar extravasar tudo pelos olhos literalmente. Claro que isso também não nos dá o direito de sairmos nos derramando a torto e a direito, mas você já viu algum homem chorando pela rua? Ou no ônibus? Ou no ambiente de trabalho? Ou com os amigos após ser traído pela quase mãe dos seus futuros filhos com toda a torcida do Flamengo? Ou quando o cachorro foi atropelado? Ou por ter recebido uma rasteira de um "amigão"? Não, meus caros, homem não chora e nas raras vezes em que isso acontece há o sério risco de ser tachado de "sensível".
(Claro que sabemos também que dificilmente há alguém que resista as lágrimas de uma mulher, mesmo aquelas que rolam timidamente pela face...)

Enfim, a lista é longa e eu também não vou ficar entregando segredos comprometedores aqui da ala feminina. (Pensando em comprar algum eletrônico? Não se preocupe em se atualizar sobre o que é ou não mais moderno na net, com certeza algum homem que você conhece lhe dará uma aula completa, numa linguagem simples e sintética. Homens adoram explicar esse tipo de coisa paras as mulheres.) Se sou machista? Dependendo do ponto de vista, até pode ser que sim, mas para mim, o fundamental é bom senso, o resto, é apenas rótulo.
26 de out. de 2009

Pick me, choose me, love me!

Ela olhou para ele com os olhos já marejados naquela tarde nublada. Quando seus olhares se cruzaram por um milésimo de segundo ela não foi capaz de se conter. Derramou um rio de lágrimas, em meio a soluços tímidos e envergonhados. Chorou como uma criança que sabe que o brinquedo favorito se quebrou por um capricho qualquer do destino (um daqueles que a gente não consegue entender). Ele sem saber o que fazer, apenas abraçou-a, o que a fez chorar ainda mais. Se pudesse, ela pediria para que ele a amasse e ficasse com ela. Se realmente existisse alguma chance, ela imploraria, suplicaria por um mísero intervalo de tempo. Despudoradamente faria mil promessas de um amor desmedido. E enquanto chorava, tudo o que queria dizer com toda a força de suas células era Pick me, choose me, love me. Em vão, tentou frear a enxurrada de lágrimas com a palma das mãos, os olhos pequenos agora ainda menores, inchados e vermelhos dificultavam que ela calasse seus sentimentos e com um fiapo de voz quase inaldível tudo o que conseguiu dizer foi:
- Meu cachorro morreu.

25 de out. de 2009

Priceless

Domingo nublado sem nenhum compromisso.
No corpo uma vontade boa de não fazer nada.
Na alma uma sensação inebriante de pensamentos soltos.
No player John Legend.
Um desejo? Só quando você estiver ouvindo essa música comigo...
Pq as melhores coisas da vida não custam um centavo sequer...

24 de out. de 2009

Escolhas

Em alguns momentos, depara-se com mais de um caminho a seguir.
Mesmo quando o desejo é não seguir caminho nenhum, é necessário seguir em frente.
Mesmo quando o desejo é não escolher, é necessário ir adiante e avante.
Parar é para os fracos.
E não escolher já é uma escolha.
Talvez a mais difícil de todas.
22 de out. de 2009

MÉTODO REALMENTE EFICIENTE, PERCA PESO EM QUESTÃO DE SEGUNDOS!


Viu? É assim que se pesa de verdade!
21 de out. de 2009

E dá-lhe Pau!



E assim funciona a Justiça no Brasil...
20 de out. de 2009

Mistério...



Outro dia me falaram que meus cílios estavam lindos, até me perguntaram se eu tinha feito alguma espécie de implante. É engraçado, receber um elogio desses num domingo as 10 horas da manhã com a cara mais amassada do mundo (eu sempre acordo de cara amassada, prontofalei), cujas olheiras estavam querendo revelar os segredos sórdidos da noite passada. Na sexta anterior, me perguntaram se eu tinha feito alguma coisa, se tinha mudado algo no cabelo, pq eu estava muito diferente, assim mais bonita, mais despojada (o que exatamente isso quer dizer? alguém me ajuda?).Sim, eu tinha feito "alguma coisa", seis horas inteiras sentada pacientemente no salão tentando sobreviver aos litros de água oxigenada que inundavam meu cérebro numa tentativa vil de matar os meus últimos neurônios ainda em atividade. Mas essa coisinha de nada aí eu tinha feito há mais de 30 dias. Agora é assim, todo mundo fica me perguntando o que é que fiz de diferente. Bem que eu podia repetir a resposta de um certo post anterior aí, mas resolvi dar uma checada no espelho para tentar visualizar a tal diferença. Olhei os cílios e percebi que parece mesmo que eles cresceram, vai ver cansaram de se rebelar e resolveram aparecer. Ok, o elogio dos cílios foi merecido, agora como alguém foi capaz de perceber isso, ainda é um mistério. Olhei o resto, olhei, olhei, olhei, cansei de olhar. Não vi nada, nadica de nada. Pele oleosa? Confere. Sobrancelhas por fazer? Confere. (Não tenho culpa de ser obrigada a ir na capital para limpá-las com um profissional.) Olho pequeno de peixe morto? Confere. Olho caido de peixe morto? Confere. Cabelo gritando por uma hidratação? Confere. Olheiras dignas de um urso panda? Confere. Nariz torto por causa dos zilhões de tombos da infância de criança quieta, muda e calada? Confere. Ok, não vou colocar o resto da listinha por aqui, vamos parar enquanto ainda estamos no rosto. (Hello dignidade!!!!) Após uma breve checada, vi que nada estava diferente. Até agora não entendo, será que o espírito natalino já chegou? Aquele espírito mágico que faz com que entremos numa fase amo muito todo mundo, vamos esquecer as diferenças, vamos celebrar a beleza da vida e blá blá blá??? É curioso, pq até por telefone estão me tratando diferente, as ligações estão mais cordiais e tem sempre alguém me mandando beijo ou abraço. E olha que não são os amigos não, são as ligações do serviço. Estaria eu entrando numa espécie de inferno astral ao contrário e antecipado em 4 meses? Teria o universo reconhecido que eu era uma boa pessoa, apesar de ter colado chiclete na cruz, espancado os dois ladrões, ter deixado a fera num estado lastimável e blá blá blá? Será? De boa, só espero que depois da bonança não venha a tempestade. E é claro, também espero ficar rica e famosa, durante essa estranha fase, pq além de boa pessoa, eu sou uma excelente cliente.
19 de out. de 2009

A bonequinha de porcelana e a fera

Eu encantei você. Eu e a minha falta de dignidade começamos discretamente a te olhar. Sabia exatamente o que você estava procurando e pensei que talvez pudesse tornar essa procura mais interessante. Você olhou para mim, uma, duas, sete, nove, pelo menos umas duzentas vezes. E ficou com aquele sorriso bobo, quando por alguns instantes deixei que percebesse que também olhava em sua direção. Você não se conteve, veio falar comigo, uma bobagem qualquer que nem escutei, mas você fez questão de pegar no meu cabelo e beijá-lo, num gesto doce e delicado para quem estava só a fim de um pouco de diversão. Então, você voltou para a sua mesa e continuamos a nos olhar numa conversa eloquentemente muda. Era impossível não perceber um certo brilho no seu olhar, há muito tempo que eu não provocava isso em alguém e há muito tempo tinha esquecido de como era essa sensação. Você então voltou, pediu para se sentar e conversar um pouco. Não precisei mover um músculo sequer para te encantar. Você se derreteu pelo sorriso meio sem graça, pelo jeito tímido da voz quase sussurrada, pelas mãos em cima da mesa que brincavam com a caipirinha de abacaxi. E me perguntou pq eu tinha deixado o namorado em casa numa noite de sábado. Não tenho tempo para isso, disse como quem revela um segredo. Você só conseguia repetir que eu era diferente, olhava para mim e não escondia o encantamento. Nada de joguinhos ou indiretas, a bonequinha de porcelana conseguia ver claramente o brilho nos olhos da fera, que se transformava agora num bichinho de estimação dócil. Então, apressadamente me levantei e disse que tinha que ir embora. Você insistiu para eu ficar, afinal não era nem uma da manhã, mas também já era domingo e o horário de verão começava. Sem saber o quê fazer, você me abraçou, ficou inebriado com o meu cheiro e suplicou para que eu fosse dormir na sua casa. Você não tem coragem? Ainda que já soubesse a resposta, você não podia deixar de fazer essa pergunta. Delicadamente sussurrei no seu ouvido que sem pressa seria melhor. Peguei minha bolsa, você sem saber o que fazer, não acreditava que a bonequinha de porcelana ia mesmo embora. Não olhei para trás, mas senti seus passos apressados em minha direção e você me segurou pelo braço num gesto quase agressivo , queria o número do telefone. Eu sorri, um sorriso largo e doce de menina, e disse que era melhor deixar por conta do destino, afinal a vida é a arte dos (des)encontros. Preciso confessar, tive um pouco de pena de ver você ali, parado, o telefone na mão, sem conseguir entender o que estava acontecendo, sem ganhar ao menos um beijo de boa noite. Mas me lembrei que um homem na casa dos quarenta já deveria saber que a porcelana fria da boneca não é capaz de sentir calor.
18 de out. de 2009

O melhor show de todos os tempos



Tinha tudo para dar errado, um show na capital numa sexta-feira chuvosa, uma agenda lotada de compromissos e um ombro travado há quase 10 dias. E daí? Quem disse que isso me derruba? Sigam-me os bons! Intimei Convoquei minha amiga Cleide e lá fomos nós quase a meia noite para ver o Biquini Cavadão, a melhor banda de todos os tempos. Não sei precisar quanto tempo durou o show, no qual as duas malucas aí da foto foram de camarote, mas cairam na pista como duas tietes adolescentes. O salto de 12cm da maluca mor (eu, claro) mais o ombro travado foram meros detalhes, afinal um espiríto maluco saltador baixou em mim, fazendo com que todas as canções estivessem na ponto da língua e na ponta dos pés. Resumindo, eu me acabei, a maquiagem derreteu e os pés entraram num estado no qual não era possível sentí-los. Mas valeu a pena. E como valeu. E foi assim que começou um final de semana único, mas isso eu não conto não (como diria Rosaninha, eu sou uma moça pudica).
16 de out. de 2009

Fuga

Acordei cedo, a claridade do dia invadiu meu quarto, me obrigando a levantar. Olhei ao redor, tentei escutar o barulho da manhã, mas nada, tudo em completo silêncio. No peito, uma sensação boa de que a chuva tinha, enfim, dado uma tregua.  Levantei, fui ao quarto de Ana Laura e me surpreendi, claro e limpo como a manhã de hoje. No espelho do banheiro um recado escrito com batom vermelho. Foi viajar, foi para qualquer lugar tentar respirar um pouco. Ana Laura é assim mesmo, não sei como ainda me surpreendo. As vezes ela some, foge, desliga o celular e fica em algum lugar  por aí, longe de tugo, longe de todos. Talvez ele tenha voltado - pensei. Talvez ela tenha ido atrás dele. Não sei, o recado de Ana Laura só avisava da viagem. Tudo o que se sabe é que ela volta, ela sempre volta...
15 de out. de 2009

Ana Laura

Ana Laura apareceu de forma inesperada. Seu jeito calado de palavras e gestos contidos faz com que ela se perca na multidão, e é isso mesmo que ela deseja. Ana Laura não quer ser vista, "medida" de baixo para cima, analisada, julgada, interpretada ou rotulada. A frase que ela mais diz? Faz de conta que eu não estou aqui, pq eu não queria estar mesmo. Ana Laura é diferente, gosta de observar, de imaginar coisas, tecer ideias, formular teorias, tudo no seu universo próprio com outras leis, outras regras e outros jogos. Ana Laura parece fria e impassível, mas a delicadeza que revela em alguns momentos faz com que se assemelhe a uma boneca de porcelana que sabe que um dia vai se quebrar. Sua pele branca evidencia o quanto ela gosta de ficar longe do sol, se pudesse moraria em qualquer lugar gelado e inóspito para que sua vida fosse um inverno sem fim. As roupas escondem o que ela gosta de fazer a si mesma, são inúmeras cicatrizes para lembrar que enquanto houver dor é sinal de que ainda vive. Ana Laura está quieta, não come, não fala, não move sequer uma das sobrancelhas. Há quatro dias que entrou no quarto e não quer sair da penumbra. Preciso tirar Ana Laura do quarto, preciso abrir a porta e deixar que um pouco de claridade entre. Preciso, mas não consigo, não tenho a chave da porta.
14 de out. de 2009

Uma pista

Sabe quando você fica repetindo os versos de uma música que nem escuta mais? Como eu não escuto mais a tal música (há pelo menos uns 10 anos) fiquei presa nos dois primeiros versos, tentando exaustivamente me lembrar do resto. Não consegui, é claro, mas sabia que era muito estranho uma música começar a martelar assim do nada na minha cabeça. Gosto de observar, ficar paradinha e observar as coisas acontecerem, por isso de vez em quando acho que vejo certos sinais (todo louco tem uma maluquice, ué) e este definitivamente era um deles. Para variar dei um pulinho no Google, não sabia nem o nome da música, mas isso não faz diferença para esse monstro do conhecimento cibernético. O nome da música? Sereníssima. A letra? Até parece que cada palavra foi escrita para mim. Tem muito tempo que não vejo uma música conseguir dizer de forma tão clara e contraditória as coisas que não consigo dizer. Eu não ia postar hoje, mas não consegui me conter, rs. Então como acredito que todo desafio que se preze vem acompanhado de uma pista (afinal não dá para partir do zero sem nenhuma direção) fica aí a primeira pista.

Sereníssima
Legião Urbana
Composição: Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Marcelo Bonfá

Sou um animal sentimental
Me apego facilmente ao que desperta meu desejo
Tente me obrigar a fazer o que não quero
E você vai logo ver o que acontece.
Acho que entendo o que você quis me dizer
Mas existem outras coisas.


Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade,
Tudo está perdido mas existem possibilidades.
Tínhamos a idéia, mas você mudou os planos
Tínhamos um plano, você mudou de idéia
Já passou, já passou - quem sabe outro dia.


Antes eu sonhava, agora já não durmo
Quando foi que competimos pela primeira vez?
O que ninguém percebe é o que todo mundo sabe
Não entendo terrorismo, falávamos de amizade.


Não estou mais interessado no que sinto
Não acredito em nada além do que duvido
Você espera respostas que eu não tenho mas
Não vou brigar por causa disso
Até penso duas vezes se você quiser ficar.


Minha laranjeira verde, por que está tão prateada?
Foi da lua dessa noite, do sereno da madrugada
Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço
Enquanto o caos segue em frente
Com toda a calma do mundo.
13 de out. de 2009

Oi, eu sou assim.



As vezes, eu sou muito esquisita, beirando a uma loucura sem igual ( e isso não é MKT).
Mas não adianta me perguntar pq, é complexo demais para um post tão curto.
Eu sou assim e não encontrei ninguém capaz de decifrar o enigma.
Aceita o desafio?

É um absurdo!

Ouvi em algum lugar que há realmente uma tarefa na qual nenhuma mulher pode substituir um homem. Pensei, ó MeuPaiEterno, lá vem. O que você imagina que seja????? Não , não é nada disso que você possa está pensando! Nada disso, mesmo! A tarefa é : matar barata!!!! Jesus, Maria, José, isto é definitivamente um A-B-S-U-R-D-O! Um absurdo, choquei geral! Como assim? Como assim? Como assim? Você, aí, meu leitor e minha leitora (olha a divagação, rs) não fica nem um pouco indignado/indignada? Olha, isso é o cúmulo do absurdo. Só para constar, minha irmã mata barata sem dó, nem piedade. E se precisar, ela mata aranha e quiçá cobra (já falei que aqui é um lugarejo "pitoresco"?). Ah, e de salto alto! Honestamente, já vi muito homem tremer na base por causa de um desses bichinhos daí (ok, bichinhos já é zoação, pq eu m-o-r-r-o de m-e-d-o de qualquer um deles), inclusive tenho um conhecido (juro que não vou revelar o nome, sou muito discreta com as fobias alheias) que passa um aperto vergonhoso diante de uma barata, tadinho quase desmaiou uma vez. Concluindo, a cada dia que passa fica muito mais difícil falar que tem coisa que só homem faz. Muito mais difícil mesmo...

When love takes over...

É engraçado como pequenos momentos  que deveriam ficar perdidos num buraco negro qualquer voltam de repente de forma tão clara e nítida que até parecem uma mensagem do além (ou do anjo da guarda, mas eu não acredito muito nisso não). Som estourando, carro na quinta marcha (numa ruazinha cuja velocidade máxima é 30km/h, oito horas da manhã e alguém cantando a plenos pulmões, When love takes over (yeah-ah-eah), repetida e freneticamente. Imaginou a cena? É assim que exorcizo algumas almas penadas. E eu me lembrei de você, lembrei de quando estávamos juntos (no mesmo lugar, no mesmo espaço, há uns 12cm de distância, mas não juntos de verdade). Você me disse que ia ser interessante quando depois de algum tempo a gente se visse em algum desses lugares que as pessoas vão num final de semana qualquer. Iamos ficar nos olhando por um bom tempo e "aquela coisa" ia ficar no ar, pq não tinha rolado nada de mais entre a gente. Você estava ali do meu lado (do meu lado!) e já dizia como ia ser o fim. Ah, e o meio também, pq não ia rolar nada de mais. E eu fico imaginando como seria se eu te visse agora, afinal tem uns dois anos que a gente não se vê (o que de boa, por mim, pode virar tranquilamente uns trezentos anos). Nossa, vai ser memorável. Você vai olhar para mim e vai imaginar o que podia ter acontecido, e pode até ser que alguma faísca de desejo reapareça (eu sei que você gosta das branquelas, isso não é segredo para ninguém). E eu vou olhar para você, vou dar meu melhor sorriso amarelo e vou ficar completamente muda, como você nunca imaginou que eu pudesse ficar. E pode ter certeza que quando eu olhar para você novamente vou saber que estava certa por sair desse caminho que ia dar em lugar nenhum. E com apenas um olhar vou te dizer isso.
(esse definitivamente era um post para o HTP)

A cura!



Passou a fome, a saudade, a vontade, o cansaço! Passou! Ah, nada como uma aulinha reforçada de pilates (vc consegue fazer essa posição aí da foto, essa é fichinha, amore), ainda mais no trapézio, meu aparelho favorito. E nada como pizza e sorvete para ajudar, rs. Acho que devo incluir um final de semana no shopping, com direito a uma dobradinha no próximo findi. Passou, passou! E o sol continua a brilhar como um dia de verão na praia (ah, Búzios, aí vou eu!).
P.S: estou bem, mas continuo louca (hahahahaha)
12 de out. de 2009

Sem comentários...

Estava eu em pleno domingo largada no sofá, sem saber ao certo se estava dormindo ou acordada vendo TV, ou um pouco de cada coisa (sábado não tem me dado folga, acho que se apaixonou por mim, rs).

Eis que quando começo a focar a TV, dou de cara com a Mulher melancia, toda cheia de curvas e medidas que jamais serão iguais as da Gi (olha a intimidade). Inspirada pelo soninho bom, pela atual falta de dignidade, eis que solto reflexivamente:

- Pensando bem até que tenho muitos atributos para ser uma mulher fruta... (entenda-se uma certa abundância)

Minha amada, querida e compreensível irmã, que até então permanecia compenetrada no tal programa, resolve dar a sua contribuição para a minha auto-estima:

- E que fruta você seria? Mulher limão????
9 de out. de 2009

Enlouquecendo... (falta de dignidade não tem fim)

Normal mesmo, eu nunca fui. Mas alguma coisa está desregulada aqui dentro (além do normal, é claro). Uma fome de não sei o quê, já comi um mega power blaster hambúrguer essa semana no meio da tarde (e no final ficou uma saudade de uma coca zero extremamente gelada, mas eu sabia que era mais uma daquelas vontades passageiras). Ontem eu comi meia caixa de bombons, tinha zilhões de anos que eu não fazia isso e depois dessa extravagância, descobri que não, não era chocolate o que eu queria. Como brinde fiquei enjoada a noite toda, sem contar a sensação agradável de saber que não era aquilo que eu queria. (Ok, agora no meio da tarde eu comi o resto da dignidade que havia me sobrado e a noite, bebi um gole de Pepsi, o que deve ser tipo uns 50mL. Concluindo, minha dignidade tá mais atolada que mula empacada no fundo do poço e eu continuo enjoada pacas.) E agora, e essa fome que não passa? (e meu sorriso sem graça, não me dê atenção, mas obrigado por pensar em mim... ops! pausa para um pequeno momento fundo do profundo, pq falta de dignidade não tem fim...) Fome de não sei o quê. A culpa foi tanta que num instante de loucura liguei para a única clínica de estética daqui. E o pior é que eu marquei uma consulta com um médico que faz carboxiterapia, talassoterapia, peeling e uma série de coisas que até fizeram minhas células adiposas vibrarem de tanta emoção. Mas e qual não foi a minha surpresa ao perguntar a especialidade do fulano? Ele é ginecologista, clínico-geral , e não sei lá mais o quê, até faz lipoaspiração na capital (será que parcela em 987 vezes?). Ok, ok, e a especialidade em Dermatologia e Cirurgia Plástica? Nada, nadica de nada. Fui procurar por referências, afinal nessa nano cidade todo mundo sabe tudo de todo mundo e parece que estou correndo sérios riscos. O pior é que ainda não decidi se desmarco ou não a minha consulta, tenho uma certa necessidade de pagar para ver e nesse estado de obsessão por uma coisa que ainda não sei o que é, fico nessa angústia cruel. Vou ou não vou? Eu poderia ir simplesmente ao shopping e torrar meu rico dinheirinho em tubos e mais tubos de hidratantes, de creminhos mil e litros de água termal. Mas aqui não tem shopping (corrigindo: aqui tem uma coisa que chamam de shopping, mas que para mim não é nem um centro comercial, pq até o Shopping Mix da São Paulo é maior), não tem sequer uma lojinha do Boticário, quanto mais um mísero produtinho da Vichy, quiçá da La Roche (meu Deus, se eu entrar numa loja dessas, juro que não respondo pelas minhas atitudes). Eu até poderia comprar mais um par de sandálias com saltos que me deixassem literalmente nas nuvens, mas já fiz isso na sexta-feira passada,  no mês passado, no mês anterior ao mês passado, etc, etc, etc. Ou seja, preciso arrumar uma nova mania urgentemente, compatível com as atividades comerciais desse lugarejo agradável e simpático. O pior é que um dos meus milhões de hidratantes está quase no fim, justo meu Flan de Açaí do Boticário (não que eu esteja fazendo alguma propaganda, mas só para deixar bem claro, sou uma pessoa totalmente a favor de brindes, presentinhos e promoções, e como eu disse o meu Flan tá no fim). Justo no momento em que ele está quase se tornando o meu cheiro da primavera, não aguento mais ter que dar explicações quando entro em qualquer ambiente que o cheiro maravilhoso que fica no ar é do meu hidratante, super gostoso, nada enjoativo e que não mela a pele (mais uma vez repito, não estou fazendo propaganda, juro).E agora? Primeiro foi o meu sabonete líquido da Victoria´s Secret, o Pure Desire, tive que me desapegar pq não consegui encontrar em lugar nenhum. Será que meu amado creminho dará para mais uma semana? É verdade, anote aí, estou enlouquecendo. Já mandei e-mails para todos meus queridos e amados amigos, já fiz declarações de saudades de tudo e de todos (estou no maior momento: "amo muito todo mundo", "yes, we can", "faça amor, não faça a guerra" ,juro que meu gênio do cão está guardado numa daquelas garrafas que se usa para prender saci) e tento me manter afastada do celular pq sei exatamente o que vai acontecer se eu chegar perto da tecla verde, pq já estourei a conta do celular em apenas um final de semana (um mísero final de semana). Já não sei mais o quê fazer, saudade de não sei o quê, vontade de não sei o quê, fome de não sei o quê e um cansaço de não sei o quê. Tento dormir e não consigo, acordo a todo instante, tenho uma sensação de que algo está por vir (algo muito maior que o dia de amanhã, que é o que se espera quando se dorme, não é cara pálida?). Quando vejo, tenho que acordar e o corpo parece atropelado por um trator, atropelaram-me e deram ré, pelo menos 44 vezes. Na hora de dormir não consigo, na hora de levantar é muito pior, é quase um esforço sobrenatural, levar a vida fazendo de conta que tudo está no lugar, que todos os rios desaguam no mar e que todos os grãos de areia do deserto continuam adornando esse lugar árido e insólito que já não sei mais como chamar.Mas qual não é a minha surpresa quando chego para dar aula (numa sexta-feira com cara de dia santo, tipo Finados, com duas alunas super gracinhas para dar exatas três horas de aula. Meu Deus, eu sou mesmo uma ótima professora, pq elas estavam lá querendo aprender mesmo, sem se importar com o vazio das cadeiras alheias)  e vejo uma big sacola abarrotada de lingerie de todas as cores, babados, rendas e tudo o quê alguém ensadecidamente consumista como eu poderia querer e imaginar. Aquela sacola era uma miragem para mim e cada conjuntinho de calcinha e soutien mais parecia uma fagulha de luz no fim do túnel. Como eu tinha me esquecido da fase lingerie? Tenho/vivo/permaneço Já tive fase de comprar bolsas, sapatos (fase excelente para dar fim ao tédio/monotonia, pq inclui diversas subfases como chinelos Havaianas que eu não vou contar para ninguém que devo ter uns vinte, sandálias de salto plataforma, sandálias rasteirinhas, sandálias de salto alto e mega fino, sandálias de salto alto e salto médio, sandálias de saltinho, sapatos brancos para usar no trabalho, scarpins, peep toe de todas as cores num modelo único, tamancos que também juro que jamais comprei quatro de uma vez só, tênis - já deu para sacar o drama, né?) , calças, blusas (Jesus, Maria, José, em menos de 2 horas, eu consegui agregar ao meu guarda-roupa mais camisas do tipo pólo do que já tive em toda a minha vida, na minha contagem foram umas quatro, cinco, seis ou sete, melhor eu parar por aqui), roupa de ginástica (com quantos tops e leggings se faz uma turista de academia?), pijamas (cheguei num ponto em que é era mais fácil sair de casa de roupa de dormir de tanta opção que tenho tinha), produtinhos mais que básicos para a pele, cabelo e maquiagem (passando de água termal/ que foi a minha descoberta do século, a bloqueador solar, hidratantes/ não , eu não estou viciada em hidratantes, esfoliantes, sabonetes/você já viu o Kiss me?, rímel para curvar os cílios, rímel para alongar os cílios, rímel para colorir os cílios, maquiagem mineral, maquiagem com glitter, etc, etc, etc  - nem sei como é possível tanta criatividade) e por fim (será) a fase lingerie (vamos pular a fase cds, livros e revistas, pleaseee) .Em plena sexta-feira, senti-me como uma criança numa loja cheia de doces, eram tantas opções, tantos babadinhos, frufus, rendinhas, brilhos, cores, estampas, modelos, era praticamente um oásis no deserto da minha loucura. Sim, eu quase achei meu parafuso perdido, quase encontrei o caminho de volta para uma vida perfeita e feliz como comercial de margarina com um cara meio Mateus Solano, meio José Mayer. Quase pq eu não sou normal (hahahahaha, jura que você nem imaginava isso, né?). Quase pq agora eu vou ter que passar a andar de calcinha e soutien pela casa para poder usar tudo o que comprei. Ops! Menos empolgação, papai e irmãozinho não vão querer ver esse desbunde todo pela casa não. Enfim, ainda continuo com fome de não sei o quê, saudade de não sei o quê, vontade de não sei o quê, cansaço de não sei o quê, e um milhão de coisas que não sei o quê, mas contudo, entretanto, todavia, porém e blá blá blá, ainda não é chegado o meu trsite e derradeiro fim e diga ao povo que para alegria e felicidade geral da nação, sobreviverei a mais uma coisa não sei lá o quê nos atropelos dessa vidinha de gente do interiorrrrr.

P.S: definitivamente, esse foi o pior post de toda a longa existência de dois meses desse blog, mas como está lá no título, falta de dignidade não tem fim, nem minha nova coleção de lingerie...

P.S 2: eu juro que não sou consumista, talvez eu só tenho uma certa aversão ao tédio e monotonia do dia a dia da roça cidade interiorana que resido.


8 de out. de 2009

Inconstante




Há dias em que quero morrer,
desistir de tudo
de pensar
de acreditar
de sonhar
de correr atrás
( mas ainda assim continuo vivendo).

Há dias em que quero explodir de tanta vontade de viver,
de ser feliz
de amar
de encantar
de aprender
de ensinar
( e ainda assim nunca cheguei de fato a explodir).

Há dias em que não quero nada,
absolutamente nada
nem quente, nem frio
nem molhado, nem seco
nem claro, nem escuro
nem barulho, nem silêncio

( são nesses dias em que começo a morrer
quando paro de sentir
quando paro de querer
quando desisto de você, de mim, de nós
e hoje, amor, é um desses dias).
7 de out. de 2009

Degusta-me...



Degusta-me, enquanto me devora
num dia de chuva pesada como essa de agora
sem palavras, bastando-nos apenas o olhar
bastando-nos apenas tato,olfato e paladar,
sem pressa, contudo sem demora,
na fugacidade de uma hora qualquer
na loucura de um instante impreciso
na certeza de uma necessidade letal
e ainda assim totalmente necessária
e completamente desejada
e deliciosamente mundana...


6 de out. de 2009

Sim, estou namorando!!!!



Reza a lenda que eu tenho um namorado afro-descendente (momento politicamente correto) jogador de futebol. Esse babado rola há algum tempo, é como um par de meias velhas e furadas que a gente não joga fora pq sabe que um dia pode precisar. E assim, em determinados momentos vem algum familiar desenterrar essa conversa fiada. Da onde tiraram essa??? Se você não conhece a minha família, fica realmente muito difícil entender.

O fato é que temos dois erros nessa fofoca aí. Em primeiro lugar: namorando? eu? só por curiosidade, qual seria o horário em que conseguiria tal proeza? Infelizmente a vida da mulher moderna (hahahahaha, olha como tô me achando) é cada vez mais preenchida por carreira , carreira, carreira, estudos e família,não necessariamente nessa ordem. Sendo assim, tenho que me desdobrar para ser farmacêutica, empresária/gestora, professora de duas turmas em duas cidades, aluna de MBA na capital, conselheira mor/psicologa picareta de uma porção de gente, pilates, academia, tia do Gabriel que eu já digo para todo mundo que é meu filho, blogueira (pq é aqui que eu descarrego a neurose, hahahaha) e colunista de um nano jornal. Poderíamos incluir aí que nas "horas vagas" eu também dou uma de cozinheira, com direito a um delicioso bolo truffado de chocolate e nozes e a uma truffa de maracujá que um dia me deixarão famosa e rica (quem acredita sempre alcança, pensamento positivo e vamos que vamos). Concluindo, meu tempo é um "tiquim" corrido, o que com certeza não é o fim do mundo, mas se você realmente me conhece sabe exatamente o pq do verbo namorar não combinar com o sujeito da minha pessoa. Vamos só citar alguns fatores, pq um pouco de exposição não faz mal a ninguém (será?): péssimo humor matutino, pouca paciência com coisas idiotas (você quer que eu te ligue? quer mesmo? não, meu filho, eu te dei meu telefone para ocupar a agenda do seu celular), senso crítico em excesso (olha, essa camisa verde limão não se usa desde a época em que minha avó saía com meu avô) e uma vaidade mínima (pq já evolui da fase zero). Ok, eu não vou continuar essa lista pq meu senso crítico está me dizendo que minha imagem não vai aguentar tanta sinceridade (ou propaganda negativa, sim, eu entendo de Marketing).

Em segundo lugar, um assunto um pouco complicado: jogador de futebol??? Não poderia ser um político ou um ator de novela (das oito, é claro e Global é mais que evidente)? Ok, ok, nada contra jogadores de futebol, mesmo pq eu adoro futebol (sim, eu sei o que é um impedimento), mas se tentasse carreira como maria chuteira eu provavelmente fracassaria. Primeiro pq eu só fui uma vez a um estádio na minha vida, segundo pq eu só consigo ser fã de pessoas que não são famosérrimas (como meu pai e minha mãe) e terceiro pq acho que deveria vestir um tiquim menos de roupa (juro que não é de propósito).

Então, caros leitores (olha eu achando que não é só a minha prezada família que veio ler esse post, hahahaha), para felicidade geral da nação, eu assumo sim, que estou namorando. E mais que não é um jogadorzinho de várzea não, é O jogador. Ficou interessado? Será que é o fulano, o ciclano, o beltrano??? Ah, vai procurar nas revistas de fofocas e vê se me acha lá.Quem sabe???

(Pq há muito tempo descobri que negar as fofocas não resolve o problema e há dias em que sou capaz de dizer sim para tudo... ah, é verdade, eu também preguei Jesus na cruz)
5 de out. de 2009

A moça e o velho

Sábado, quase duas da manhã e lá estava a moça, imóvel ao lado de um bar, no qual ela já estivera dezenas de vezes. Testa franzida, carteira na mão e uma certa vontade de não estar ali, culpa da demora da espera. A moça não chamava a atenção pela forma como se vestia, calça jeans numa tonalidade escura, uma túnica branca de manga 3/4 com uma certa transparência, sandálias de tiras grossas de um couro nude e um salto de 10cm. Os cabelos estavam soltos com resquícios de cheiro de fumaça de cigarros alheios e uma maquiagem discreta, gloss rosinha cintilante na boca e rímel e sombra cinza metálica misturada a marrom terra nos olhos pequenos, ninguém entendia o que aquela pessoa estava fazendo ali, “plantada” a quase uma hora. Embora um pouco impaciente, a moça agradecia por não estar de decote, item mais que presente no guarda-roupa discreto, e pernas de fora, deu vontade quando pensou no calor que fazia, mas preferiu não arriscar. Um senhor de terno cinza se aproximou, ela reparou que a luz do poste realçava a cabeleira prateada repleta de fios grisalhos. Sem rodeios ele disse, meio que perguntando a uma pessoa qualquer: O quê uma loira dessas faz aqui sozinha?
A moça vencida pelo cansaço da espera não esboçou uma reação sequer, afinal não tinha culpa dos reflexos do cabelo chamarem atenção de senhores.
Então, o senhor, aproximou-se um pouco mais e gentilmente perguntou a moça se ela precisava de um táxi.
Desarmada pela gentileza de um desconhecido, num lugar em que muitas vezes quando se esbarra em alguém logo se pensa em assalto, a moça abriu um sorriso e disse que não, obrigada, estou esperando alguém. O senhor despediu-se com um boa noite e a moça ainda ficou um bom tempo parada naquela avenida movimentada, pensando qual foi a última vez que alguém tinha lhe feito uma gentileza de forma despretensiosa.
2 de out. de 2009

Já é OUTUBRO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!




Meu tempo parece treinar para as próximas Olimpíadas, creio que vai ganhar medalha de ouro em alguma dessas corridas (não, não deu tempo de olhar o nome das provas direitinho). Setembro veio recheado de promessas, vontades e desejos, mas as coisas acontecem quando e como querem, no seu próprio tempo. E é assim que chega Outubro, o décimo mês de um ano que ainda não aconteceu para mim. Como é inerente a uma pessoa passional, não fui capaz de matar meus desejos, vontades e sonhos. Deixei-os numa caixa aberta para que o tempo, no seu próprio ritmo, encarregue-se de tirá-los de lá. Enquanto isso, deixo que o rio de acontecimentos flua (alguns tão inesperados e inimagináveis...) , enquanto tento tirar uma soneca no meu barquinho...
 
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