31 de jan. de 2010
Vou bater na mesa e jogar todas as cartas para o alto.
Esse jogo para mim acabou.
18 de jan. de 2010

Pra todo mundo!

Eu vou sair por aí dando para todo mundo. Sim, meu bem, pra todo mundo. E não adianta ficar escandalizado ou simplesmente dizer que esse palavreado não combina comigo. É verdade, você tem razão, não costuma dizer as coisas desse jeito, mas você não me deixa outra saída e não quero deixar nada nas entrelinhas, nada subentendido. Então , para ficar claro, é isso mesmo, vou sair por aí dando pra todo mundo, até para os seus amigos, se é que isso faz diferença.


Veja bem, esperei você por muito tempo e tudo o que você me deu foi uma fração de segundo. [Não adianta dizer que não sei fazer conta, que sou loira oxigenada e coisa e tal, o fato é que aquelas seis horinhas em que você dormiu, enquanto eu conversava com a minha imagem refletida no teto, não contam, não é, meu bem?] Num instante você estava ali comigo, com as mãos em cima de mim, me mostrando o quão real as vontades podem ser e, no outro instante, éramos apenas dois estranhos dividindo uma mesma cama. Engraçado, nunca estive tão distante de uma pessoa que estava tão próxima.

Vou colocar aquele vestidinho de menina que deixa os meus ombros a mostra, exatamente como estava no primeiro dia em que te vi. Vou vestir aquela lingerie branca de algodão para combinar com o meu jeito de anjo de candura e vou sair por aí, distribuindo olhares e sorrisos tímidos de menina. Você não sabe, mas com os outros eu sou segura. Com os outros, quem dita as regras do jogo sou eu e isso os enlouquece, meu bem. Com os outros, apenas olhares são suficientes para que eles se aproximem. Com você, as coisas mudam e eu fico indecentemente frágil, as palavras somem e  me perco – é como se estivesse despida em praça pública.

Sim, vou sair dando pra todo mundo, para tentar entender o que é que fiz de errado para você não me querer mais. Não espero encontrar soluções ou respostas para meus erros, nem grandes amores ou paixões avassaladoras, apenas vou sair por aí distribuindo o que estava guardado apenas para você. Afinal de contas, no meu mundo, você não vai mais existir.
13 de jan. de 2010

Um novo começo?



Bendita hora em que disse que 2010 estava louco querendo acontecer. Pois bem, ano novo, vida nova (????): a primeira infecção bacteriana que me deixou quase dez dias de cama ( e os prirmeiros delírios e momentos reflexivos regados a analgésicos), o primeiro acidente de carro e os primeiros hematomas no ombro (plus a primeira visita a delegacia dentro da favela de um bairro longe do centro), a primeira caminhada de 3 km na chuva e de salto (e salve salve a maquiagem waterproof!), o primeiro mais novo amigo de infância lesado e super engraçado, a primeira paixãozinha adoslescente junto com as primeiras promessas e as primeiras decepções (meu bem, eu te avisei), as primeiras compritchas de make ("amiga vc nem parece que tá tão doente, essa maquiagem está ótima"), o primeiro passeio no shopping (com as lojas fechadas =( ), a primeira viagem de volta (uma das últimas), as primeiras fofocas e os primeiros melhores abraços de toda uma vida. Enfim, milhões de coisas acontecendo pela primeira vez, mas ainda tem uma pergunta que incomoda: um novo começo ou o início do fim??????????
 
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