29 de nov. de 2009

[...] it´s over, baby

Não, você não entendeu nada, absolutamente nada. Você, nesse seu mundinho de faz de conta, acha que pode  me pedir para ir te encontrar. Ora, honey, não me faça rir, eu não vou atrás de você, eu meu coloquei a disposição  do destino e não a trabalho. Percebe a diferença? Você consegue pelo menos imaginar que há alguma diferença?

 Mas você vai me deixar soltinho que nem arroz que vovó faz?

Pelo seu bem, vamos fingir que isso não foi dito. E pelo meu bem, saiba que eu não tenho que te dar permissão para nada, cada um sabe o que faz. E pelo nosso bem, saiba que essa palhaçada acaba por aqui, no mesmo ponto em que começou, ou seja, lugar nenhum. Foi bom, foi real, mas para mim, já deu.
28 de nov. de 2009

[...] a oportunidade

Quinta-feira eu não podia, mas hoje eu posso. E você sabe disso. Pode ser difícil, mais complicado e mais arriscado. Mas é o perigo que me leva a dizer sim para hoje, apenas hoje. É o perigo que me faz perder a noção de certo e errado, da moral e dos bons costumes. Portanto, honey, é hoje ou nunca...
26 de nov. de 2009

[...] sms

Agora você imagina que pode ficar me mandando sms as três e meia da manhã em dias de semana. Você não sabe que quanto mais se aproxima, maiores são as chances de você se machucar?

"De vez em quando bate uma saudadezinha de você. Você sente também?" Não, meu bem, eu não sinto uma saudadezinha de você, nem mesmo uma bem pequenina. Olha, deixa eu te explicar uma coisa, não sinto falta de quem não pode estar ao meu lado, afinal 96km e o seus quarenta e poucos anos são dois fatos que não podem ser ignorados.

Quanto tempo tem que você não olha nos meus olhos, não pega no meu cabelo, não sente o meu cheiro, não escuta o sussurro da minha voz de menina travessa no seu ouvido? Um mês? Dois? Ok, vamos considerar 2 meses, ou 60 dias ou oito semanas. Ora, honey, no meu calendário dois meses, dois dias ou duas horas não querem dizer nada, absolutamente nada, não pauto o que sinto pela fugacidade das 24 horas de um dia.

Eu sei, uma parcela de culpa é minha, deixei você acreditar que as coisas seriam mais facéis, que eu seria mais dócil. Mas já é hora de você saber que o combinado é quando eu quero, no meu tempo, quanto estou com vontade e isso varia mais que sol e chuva na primavera. E não, não há nada que você possa fazer...
24 de nov. de 2009

[...]

Você me disse que não conseguia me entender, que era para eu ser direta, se por acaso havia alguma maldade nessa minha cabecinha. Ora, honey, você sabe que eu sou um anjo de candura e que a culpa é sua que insiste em me provocar, esquecendo que isso pode te machucar. Maldade? Mentir para você olhando em seus olhos é maldade? Só pq quando você olha para mim, dentro dos meus olhos, só consegue ver a minha doçura misturada a minha timidez? Você não percebeu que tudo o que o meu olhar diz é "Decifra-me e devoro-te"? É até engraçado como eu consigo te confundir, você e os seus quarenta e poucos anos de experiência embasbacados e inebriados pelos meus míseros vinte e seis anos. Não, honey, isso não é amor, nem nunca vai ser. E a culpa não é sua e não há nada que você possa fazer para mudar a minha opinião, sou geniosa, você ainda não percebeu isso? Sim, vou ser direta, o que há é tesão, pele e química. E não venha me dizer, "mas é só isso?"  Como assim, só isso? É tudo isso! É bom, é real e palpável, assim como a sua vontade de puxar os meus cabelos, enquanto eu digo "adeus" ao pé do seu ouvido...
21 de nov. de 2009

O amor prescreveu...

O amor precreveu, não cabem mais recursos
(se eh que algum dia vc me concedeu tal direito)
as leis nada mais são que um amontoado de palavras
um amontoado de palavras necessitadas de interpretação para lhes dar sentido
(sentido que um dia eu encontrei quando me perdi em vc).

Não, não cabem mais recursos
só não sou capaz de entender sua necessidade de tentar voltar atrás numa causa já mais que ganha
vc, mais que senhor do amontoado de palavras,
eu, uma mera amante delas
no final, um fato típico, eu quis acreditar que era de verdade
no final, um ato ilícito, vc me usou ao seu bel prazer (está nos autos, honey)
a necessidade do seu ego é capaz de tonar isto lícito?
a necessidade do seu ego justifica o crime de partir meu coração?

Sim, o amor prescreveu
game is over
afinal, dura lex sed lex
mesmo que para mim tudo se resuma a química, átomos e reações,
mesmo que para mim as leis não passem de um amontoado de palavras,
mesmo que tudo seja um grande erro de interpretação,
ainda assim, eu sei que dura lex sed lex.
18 de nov. de 2009

24 anos



Hoje eu me lembrei de vc, estranhamente senti saudades. [Vc sabe que me apego as boas lembranças nos momentos de turbulência.] Hoje eu queria ter 24 anos de novo  e queria as nossas manhãs de sábado de volta. Aquelas manhãs quentes e ensolaradas em que vc tentava dormir, enquanto eu tentava te acordar. Sinto falta daquele sono curto, daquela cama apertada e das nossas conversas bobas. Hoje, é verdade, eu queria dormir com vc e ter de volta os meus 24 anos...
15 de nov. de 2009

Estou aprendendo... (mas não é fácil)



P.S: e é claro que essa foto está aqui só para me lembrar que sempre há um dia de sol em algum lugar. (Búzios, arquivo pessoal)
9 de nov. de 2009

Ana Luiza

Tem dias em que você acorda e até seus ossos estão doendo, justo eles que nem terminações nervosas tem, mas você é capaz de sentir cada pedacinho da sua matriz óssea dando sinal de vida. São nesses dias em que você pensa pq foi encaixar o pilates logo depois da musculação pesada e salão em seguida. E é nesse meio tempo que você percebeu que era preciso algo para colocar nos pés, pois não era cabível meté-los novamente naquele par de tênis suado da ginástica [aquele que você só usa com o top rosa choque para combinar].

Então você pede para pintar as unhas de branquinho mesmo desejosa de um vermelho gritante, afinal você não quer chamar a atenção nem mesmo da sua sombra. E antes de chegar ao trabalho [sem almoço, nem lanche], numa rasterinha nova de oncinha de gosto duvidoso [porém você não está nem aí, que se dane as combinações e quem liga se a minha lingerie tem estampa de couro de cobra], e é aí que você descobre que  a porcaria do esmalte de cor delicada de mocinha de família ficou cheia de bolinhas, oriundas de uma ventania que veio lá da conchinchina. Você nem sentiu, mas você sabe que ventou pq a prova está nas suas mãos, bem debaixo do seu nariz e então você olha para os pés e percebe que umas duas unhas já estão borradas.

[E é quando você se dá conta que apesar de ser mais macho que muito homem, chega uma hora em que os sinais deixam de ser sinais e transformam-se em fatos.]

Você sonha com a sua cama enquanto trabalha e enquanto dorme você sonha que está trabalhando, e você acha estranho, mas e daí, você é muito mais macho que muito homem.

Você sabe que é capaz de derrubar alguém apenas com um golpe de pernas, mas sabe também que esse fardo que colocaram sobre as suas costas fica mais pesado a cada dia e pode ser que você seja obrigada a admitir que não é capaz de aguentar sozinha.

Sim, você não vai mudar o mundo, você que não é capaz nem de controlar as variações do seu humor. Não, o mundo não vai parar pq ele não está nem aí para você, pq para ele até jornal de ontem é mais interessante que você. Não, o mundo não vai parar para você retocar a droga da sua maquiagem. É nessa hora que você pensa pq ainda não tem um rímel a prova de desilusões [e nem um capacete meia boca para as suas cabeçadas no muro de concreto]. Tudo o que você tenta controlar é que anos de silêncio resolvem saltar dos seus olhos sem o seu consentimento. [Não, merda, homem não chora e você é muito mais macho que muito homem.]

Em momentos assim,você se pergunta quando é que se tornou tão só que nem você mesma mesma dá conta de se fazer companhia. Você quer gritar e dizer a plenos pulmões todas as suas verdades. Tudo aquilo que todo mundo viu, mas só você foi capaz de enxergar. Você quer gritar loucamente para que, pelo menos, por um milésimo de segundo, as pessoas olhassem para a pessoa que você realmente é e não aquela porcaria de rótulo que te deram sem seu consentimento, sem sua autorização ou alguns poucos argumentos [pq vc daria a mínima se houvesse um resquício que fosse de razão e lógica].

No fim das contas, o que você quer é não ser você mesma, pq é difícil demais e faz tempo que você cansou se pensar, de sentir, de tentar arrumar explicações ou pelo menos alguma coisa que confirme a terceira lei de newton. Não! Chega de gestão, planejamento,pdca, benchmarck, networking, planilhas de gestão financeira e análise de mercado, chega de terceiro setor, imagem, missão e valores! Chega dessa palhaçada de farmacodinâmica, interações medicamentosas e uma porcaria de sistema de saúde que não é capaz de entender que estamos a cadia dia mais fragéis, mais destroçados,mais ignorantes e mais insensíveis. Não!

Você se despedaça a cada segundo e sangra a cada batida insistente da droga do seu coração, mas ainda assim nem tudo vai fazer sentido, pq tem coisas que simplesmente acontecem e que nenhuma análise por mais profunda ou rasa que seja conseguirá decifrar essa babaquice que algumas pessoas chamariam de relacionamento. Não há física ou química capazes de formular leis para esses absurdos, pq ainda hoje é possível concluir o ensino médio e sair sem saber o que é uma regra de três ou como fazer 10% de 100 sem uma calculdara do shopping Oi "made in China".

É preciso continuar respirando, oxigenando as céleulas, é preciso morrer e nascer a cada dia e nascer e morrer a cada noite, pq algumas células são progamadas para o sucídio e você é feito disso ,basicamente disso.

É preciso enlouquecer e navegar em tempestades feitas em copo d'água e é preciso se arriscar e se entregar mesmo já sabendo que suas histórias não terminam com um final feliz. [Não, nem nas suas estórias você é a mocinha e nem mesmo a vilã, nem nas suas estórias você consegue desvendar a merda de papel que te cabe.]

E ainda assim, você tenta, dia  após dia, fazer de conta que é mais macho que muito homem. Pq se você acredita nisso, então é verdade. E as suas verdades são a única coisa que você tem. As suas verdades, a merda das suas verdades. E ainda assim, dói, machuca e você se contorce de dor numa madrugada em que grito nenhum vai ser suficiente para alguém saber que você não é uma máquina moderna e sim um ser humano idiota e comum como qualquer outro.

E mesmo querendo chorar, querendo se derramar por suas fragilidades indecentes, por seu temperamento infantil e demente, por um amor que nunca existiu e por um sentimento que você nem consegue nomear, você se descobre incapaz. [Mesmo tocando aquela merda de música que te arrancaria lágrimas em um piscar de olhos.] Hoje não. Hoje você descobre que já chorou uma vida inteira em pouco mais de vinte anos, o leito secou e você está completamente seca.

Tudo o que resta é saber o que fazer com esse bolo na garganta que impede a sua voz rouca e gripada de sair. O que há de se fazer com o resto de vida que ainda te sobra? Apesar do sentido de tudo ser apenas as tuas verdades? Sim, a merda das tuas verdades. O que sobra, te bastará? E é essa dúvida que te corrói. E é essa dúvida que te impede de dormir mesmo tendo trabalhado quase doze horas. E é essa dúvida que embranquece teus cabelos e faz com que a sua juventude se apague assim como um vagalume que fica preso numa armadilha qualquer para fazer a felicidade de alguma criança mimada pelo pai.

E é nesse exato instante que você descobre que não, você não tem resposta para tudo...
E o mundo não liga, honey.
Afinal, você não é ninguém, sua dor é só sua e seus problemas são seus problemas.
[Afinal você ainda continua sendo mais macho que muito homem...]
7 de nov. de 2009

Vai passar

Vai passar.
Vai passar a vontade de te ver, de conversar olhando nos seus olhos, de ficar perto só para ouvir o barulho da sua respiração.
Vai passar, amor.
[A fugacidade das vontades faz parte da minha natureza.]
Vai passar a vontade de ver seu sorriso bobo de menino, a vontade daquele abraço apertado do tamanho de um céu estrelado, a vontade de sentir o seu cheiro numa noite de chuva, a vontade do meu corpo pelo seu numa manhã quente.
Vai passar assim como uma chuva boba que traz um arco-íris no final, assim como um vendaval, que apesar de tentar, nunca é capaz de destruir tudo.
Pode ser que isso aconteça daqui a pouco, pode ser no mês seguinte ou, quem sabe, pode ser uma morte lenta e tranquila como um dia de domingo.
A vontade vai agonizar a cada segundo em que te espero.
Então, a  cada dia, quando me levantar, novos desejos e vontades aparecerão.
Á luz do dia, novos caminhos entrarão em perspectiva e paulatinamente seu silêncio será tão estrondoso quanto foram ,um dia, as nossas gargalhadas.
Tão certo como dois e dois são quatro, a vontade vai passar, pq eu me conheço e sei que preciso de algum tempo para que a razão consiga convencer o corpo.
E a razão tem bons argumentos e o corpo, ainda que relute, sabe o teor de verdade em cada fato.
Vai passar, sei que vai passar, pois me canso fácil, não tenho fôlego para maratonas, nem para corridinhas pelo quarteirão.
A vontade passa, a vida segue e o tempo se encarrega de trazer um dia após o outro.
Ainda espero você, mas sei que essa vontade logo passa, inexoravelmente passa...
Simples assim, fácil assim.
6 de nov. de 2009

Vem?

Venha ver o dia amanhecer comigo numa manhã quente como essas de primavera.
Vem, não se preocupe em acordar cedo, podemos ficar acordados a noite toda, esperando o dia chegar.
Vem, não tenho segundas intenções ou armadilhas para te prender, tudo o que quero é apenas ver o sol nascer numa manhã de um domingo qualquer com você ao meu lado.
Simples assim, fácil assim.
Vem?
2 de nov. de 2009

Novembro

Desprentensiosamente Outubro fez com que o meu ano acontecesse. De forma não programada e não planejada, algumas esperas chegaram ao fim. Se foi bom? Se foi ruim? Tinha que acontecer e aconteceu, assim como 2 e 2 são 4 ou como lógica e razão dão sentido as minhas teorias. Eis que chega Novembro, cheio de nuvens escuras e carregadas de muita chuva. As minhas inúmeras aulas preencherão todas as minhas noites (para desespero de alguns alunos) e provas e trabalhos serão mais rotineiros que café da manhã e almoço. É um bom momento para começar a ter uma vida mais organizada, com gavetas e prateleiras perfumadas por uma brisa de disciplina, o que exigirá menos tempo para os vícios. O que espero? Sobreviver a mais um final de ano, época em que fico terrivelmente deprimida, e torcer para que num passe de mágica o Carnaval chegue (acho que vou pedir um fevereiro de presente para Papai Noel).
 
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