29 de set. de 2009

SEXO, muitoooooo sexo, pelo menos três vezes ao dia*




Se um dia você decidiu que sua vida não deveria se resumir a trabalho, estresse, estudos, fast food e compromissos sociais e resolveu correr atrás de uma vida um pouco mais saudável, esse post foi feito para você.


Todo mundo sabe que exercícios físicos e uma alimentação rica em legumes, frutas, verduras são requisitos básicos para o funcionamento adequado do organismo e blábláblá. Então, um dia você se levanta do sofá e decide dar uma variada no cardárpio, afinal chega uma hora que as papilas gustativas nem conseguem mais saber o que é um pão francês ou um pão de alho e refrigerante e água passam a ter uma diferença mínima (o primeiro você encontra em lata ou garrafa pet, o segundo você parou de tomar para ajudar a salvar o planeta). Buscando o alívio para o estresse do dia a dia, você decide ir para a academia. Nada de puxar ferro ou se entupir de sumplementos protéicos, o que você procura é apenas um mínimo de condicionamento físico que seja suficiente para você não chegar aos quarenta com corpinho de sessenta. Então, você se pergunta porque não tentar algo novo, como pilates, afinal a sua postura, um misto de escoliose e lordose, começa a denunciar a sua falta de consciência corporal e o "pouco tempo" que você passou deitado no sofá como se o mundo fosse acabar.E é aí, meus caros, que as coisas começam a acontecer, porque é evidente que um pouco de saúde vai fazer uma diferença enorme em você, seja na pele, no cabelo, ou até mesmo no ânimo. Então, as pessoas começam começam a ficar curiosas:

Você emagreceu? Está fazendo dieta? Já perdeu quantos quilos? Está tomando remédio?

E você timidamente responde que não, não emagreceu e nem está de dieta, muito menos está tomando algum remédio. Ah, que isso, é que estou na academia.

Já perdeu quantos quilos? Está há quanto tempo? Já sentiu alguma diferença? Está fazendo dieta? Já perdeu quantos quilos?

É íncrivel como o repertório é "diversificado" e as pessoas acham que agora você está numa corrida contra a balança. Você vai a uma festa e pede suco ou água para o garçom e todo mundo faz aquela cara de morreu Maria. Como assim, você não bebe? Não, meus caros, nem refrigerante. (Em uma festa para quinhentos convidados ninguém cogitou que alguém fosse optar por suco.)E lá vem o comentário, nossa você está firme com a dieta, hein?! Já perdeu quantos quilos? Jesus, Maria, José, não, eu não estou de dieta, só não tô mais a fim de bebida gaseificada. É muito difícil entender? Já tentei várias explicações, tipo que refrigerante dá celulite (mas daí o olhar geral para a minha região posterior acabou me cansando), ou que era promessa para desencalhar (aí, começava uma chuva de pretendentes sem fim), ou que era alérgica aos corantes, mas nessa ninguém caiu.

Então, você aproveita para encaixar a academia logo após o pilates, já que sua rotina de 10 horas (as vezes, 14) de trabalho é um "tiquim" inflexível e lá vem o assunto novamente: Nossa você está firme na dieta, hein?! Já perdeu quantos quilos? E aí, não há reza braba que resolva a situação. Isso porque após contar o quanto está feliz com uma atividade tão prazerosa como o pilates, você ainda será obrigado a ouvir coisas como:


Você não deveria fazer isso, pilates não emagrece.


Pilates é exercício para velho.


Pilates não é exercício físico.

Ah, tá. Mais essa agora, desde quando eu disse que tô fazendo pilates para emagrecer??? Ah, tá. E como eu queria que todas essas pessoas profundas conhecedoras das atividades físicas, fizessem apenas uma aulinha de pilates para ver como é mamão com açúcar.

Afinal, é obrigatório que toda mulher hoje em dia tente chegar perto das medidas da Gisele, mesmo que para isso tenha que extrair alguma costela, se alimentar a base de gelo e alface e viver poupando para a tão sonhada lipoaspiração.

Sem contar aquelas pessoas amigas que agora se acham no direito de policiar o que você come. "Olha, barrinha de ceral não emagrece. "
"Não adianta nada você ir a academia e comer doce." Sim, porque agora todos são nutricionistas e eles ficarão muito chateados se você não conquistar o "seu" objetivo de exterminar todas as gordurinhas possíveis e inimagináveis. Ou seja, nada de ir em festa de criança e olhar para um brigadeiro sequer que você será detido. Porque ninguém é capaz de supor de que nessa sua cabecinha tudo o que você quer é encontrar o seu ponto de equilíbrio e que moderação é a chave que você está usando para abrir essa porta.

Pois bem, após essa longa narrativa, pode ser que você se desanime, afinal você será encarado como um fugitivo dos velhos hábitos, o que é praticamente um crime contra a sociedade. Mas para interromper essa cadeia de perguntas variadas, nada como uma resposta definitiva que colocará ponto final na lenga lenga. Quando vierem com aquela perguntinha lá do início, o que você está fazendo? nossa, você emagreceu quantos quilos?
Respire fundo, conte até dez e diga pausadamente, olhando diretamente nos olhos do indíviduo curioso:

- O que estou fazendo? S-e-x-o, m-u-i-t-o s-e-x-o, três vezes ao dia pelo menos, de acordo com as ordens médicas.

Depois dessa, é quase cem por cento garantido que você alcançará a paz divina para fazer a atividade física que der vontade, assim como comer o que der na telha.


* e você pensando que este seria um post de conteúdo adulto, hein?!
28 de set. de 2009

Ontem

Você estava na festa da nossa turma. Eu não te vi, nem imaginei que você estaria lá. Você não gosta de multidão, não gosta de som alto, não gosta nem da iluminação de lá, mas você foi. Você foi me ver, foi o que me contaram, foi ver como é que eu estava sem você. Dizem que você não gostou do meu sorriso escancarado, do cabelo novo e muito menos das unhas pintadas de vermelho. Não combinam com ela, mais uma vez suas tentativas de se justificar. Mas você não foi capaz de perceber que te procurei, que olhei mil vezes para o celular na esperança de você querer falar comigo pelo menos mais uma vez e que em meio aos meus devaneios fechei os olhos por uma fração de segundo quando a banda tocou Se eu parasse o tempo ali, e eu não tivesse mais que ir, você me acompanhava, e me daria a mão? e pensei qual seria a razão para desperdiçarmos oportunidades raras como aquela. Você me viu com ele e disse para quem quisesse ouvir que aquilo não duraria mais que duas semanas, que esse era normalmente o tempo que eu levava para me entediar com algo. Então, você balançou a cabeça, virou-se e tomou um rumo qualquer. E eu lá, com o maxilar dolorido de tanto sorrir para as palavras bobas dele, com os poros entupidos de tanta maquiagem para disfarçar a cara amassada de choro e aquele copo na mão me segurando para que eu não despencasse daqueles saltos de 12cm. Você dormiu sozinho de cara amarrada que eu sei, não precisa negar. E eu não tive forças nem para trocar a roupa da festa, fiquei ali no chão do quarto, olhando as estrelas que você colou no teto. Contei todas as estrelas, vinte e nove estrelas, cada uma para cada coisa que tinhamos em comum (só as coisas engraçadas, senão todo o teto do apartamento seria um imenso céu estrelado). Não, amor, não dá para continuar desse jeito. Era interessante e intrigante no começo, posso garantir que me diverti muito, mas quando é que vamos parar com esses joguinhos?

Pq o Estrela Guia sabe tudo (tudo mesmo)





Período do Trânsito:
Início: 27/09/2009
Fim: 28/09/2009
(pq em 48 horas tudo pode acontecer)

Resumo:
Esta fase é marcada pelas discussões à toa.(Nossa, olha a novidade.) Há uma vontade de brigar pelo simples prazer de brigar. É uma maneira de descarregar essa excitação, essa impaciência que você está sentindo. (Brigar descarrega a excitação, sério?) É também um bom momento para colocar tudo em pratos limpos (se eu tiver que lavar a louça, com certeza será em pratos de papel) com quem ama ou com quem tenha alguma pendência (e, com certeza, haverá).(Mesmo pq pendência e brasileiro na mesma frase é a mesma coisa que arroz e feijão no pf.)

A necessidade de encontrar novas pessoas e ter novas experiências (o que seriam velhas experiências?) pode levá-lo a expandir seus horizontes (tem alguém querendo limitar o horizonte?). As festas serão uma ótima oportunidade para paquerar (entre domingo e segunda realmente devem existir milhões de festas). A impulsividade estará refletida na compra de objetos, roupas, qualquer coisa que seja de uma nova tendência (realmente é necessário perder tempo com uma longa pesquisa para saber que sou uma pessoa que ama torrar os tubos).

Se já tem alguém, poderão desfrutar novas experiências também, por que não? (de novo, o que seriam velhas experiências???) Boa oportunidade também para analisar o relacionamento (realmente, é pelo horóscopo que uma pessoa decide se vai iniciar uma dr ou não). Se vocês não forem flexíveis, talvez haja o rompimento (pelo menos enquanto durar este trânsito).( Não me diga que se os dois baterem o pé, a coisa vai degringolar. Sério??? Ah, mas é só enquanto durar o trânsito, ou seja, dois dias.)

27 de set. de 2009

Sem comentários...



Priscila diz:amiga???
Ciclana diz: e aí cara colega
Priscila diz: tô mortaaaaaaaaaaaaaaaaa,sábado acabou cmg
Ciclana diz: nossa esse tal de sábado deve ser d+ mesmo
25 de set. de 2009

Outra sexta-feira

Como mudam as coisas, outra sexta-feira chegou e dessa vez quase não houve nenhum drama (pq aí também já seria pedir demais). Não torrei os tubos no shopping, não passei nem perto de salão de beleza, nenhum táxi, nenhuma aula chata, nada de aglomerações, nada de agitos. Nessa sexta dei a aula mais light da minha vida, num ritmo deliciosamente lento e descontraído. No coração só uma pontinha de saudade, afinal não tem bolo nem brigadeiro para a minha quase alma gêmea que me abandonou na véspera de uma festa do trabalho, ai ai. Acho que foi crise de idade, ai ai. Ainda bem que ele volta domingo, afinal não sei viver sem sua infantilidade típica de irmão caçula. Parabéns, Niute, beijoevoltalogopolha.
24 de set. de 2009

Como seria agradável...




Vasculhou a enorme bolsa marrom atrás de alguns comprimidos. Pegou um frasco qualquer e retirou duas cápsulas coloridas, as quais engoliu com um pouco d'água. A cabeça doía, um nó na garganta a sufocava, sentia o peito comprimido, apertado e as lágrimas desciam indecorosamente. Passou a mão pelo rosto numa frágil tentativa de interromper o transbordamento de algo que estava contido num compartimento bem secreto. A voz ficou fraca, fina, era quase impossível disfarçar o choro. Estava sem saída, não havia ninguém que a substituísse para que pudesse ter a dignidade de esconder os olhos inchados e vermelhos na imensidão escura do seu quarto. Tomou as cápsulas, apagou a luz do escritório e enconstou a porta, deixando uma quantidade ínfima de claridade. Desligou o computador, debruçou-se sobre a mesa, fechou os olhos agora apenas úmidos e esperou calmamente o efeito da medicação. Adentrou então por uma escuridão sem fim e sentiu-se leve, ficava estranhamente a vontade no escuro. O silêncio negro serenou seus questionamentos e o corpo ficou mudo, nada mais sentia. Por um instante pensou em como seria agradável morrer em uma quinta-feira nublada, no comecinho da primavera...
23 de set. de 2009

Carta



Amor*,

hoje lembrei de você, senti saudades e sinto-me obrigada a dizer aqui o que não posso, nem pude falar com você. Faz tanto tempo que não escrevo uma carta, não é nada convencional para nós que sequer trocamos um e-mail, um msn ou coisa do tipo. Nós que sempre gostamos das palavras ditas ao pé do ouvido, que só abríamos exceção para o sms (milhões de torpedos pra dizer apenas um oi). Há muito tenho sentido sua falta, tanto que até dói meu coração, que está tão apertadinho aqui, longe de você. Não sei precisar quando você partiu, tanta coisa aconteceu naquela semana, você brigou comigo (minhas brincadeiras fora de hora e seu ciúme por nada),quase morri de tanto chorar ao som do Legião (aquele cd azul que você odiava), você me aceitou de volta mesmo com o fim já tão próximo, roubaram meu celular dentro do ônibus da faculdade as 16 horas... Tudo aconteceu naquela semana e não houve tempo nem momento para dizer que você foi responsável por me fazer ver que amores antigos não têm lugar no presente. Você, com seu jeito grosso, com suas palavras secas (não, eu não quero ser seu amigo) e cheias de mistério (olha não posso te dizer onde trabalho) nunca foi o que procurei, mesmo pq quando você apareceu, o que queria mesmo era largar tudo e sair correndo para qualquer lugar até não conseguir respirar mais. Mas daí você chegou e trouxe meu sorriso de volta, me mostrou que o caminho podia ser mais agradável e interessante com você. Muitas promessas, um sentido apenas, a satisfação das necessidades, dos desejos, dos sentidos... Pensei em muitas palavras para colocar aqui, tudo o que você trouxe de bom para a minha vida (tenho saudades até das nossas inúmeras brigas, parecíamos duas crianças brigando por causa de um brinquedo velho) e que realmente ao seu lado eu era uma pessoa melhor (mais cínica e mais debochada também), mas não dá para me estender mais por aqui. Você partiu e me obrigou a viver com a sua ausência. Sinta-se orgulhoso de mim pois não derramei uma lágrima sequer, foi o luto mais seco e calado da minha vida. Sei que essa seria a sua vontade, afinal você sempre me disse para ser forte (seja homem, você dizia quando eu dava um piti por causa de uma bobagem e gargalhavamos até as bochechas ficarem doloridas) e para nunca esquecer que eu era uma mulher e não uma menina. Tentei, juro que tentei, mas não consigo me lembrar quando você partiu, não consigo imaginar se é um ano ou se são dois, ou alguns meses. Aqui dentro é uma eternidade, parece que cai num buraco negro. Me lembro vagamente de alguns fragmentos, pedi tanto para você não ter pressa, disse que te esperaria por uma vida inteira se fosse preciso e você riu e me disse que teria cuidado. Não sei o que aconteceu, destino, fatalidade, falta de cuidado, irresponsabilidade. Sei que sonhei com o gol cinza bali (você fez questão de frisar que era b-a-l-i e eu sempre dava risada disso) manchado de sangue e foi aí que soube. Onde estiver, saiba que sim, penso em você e que o que aconteceu a nós, não importa qual seja o rótulo que as pessoas gostem de dar, vai ficar guardado para sempre na minha caixinha de lembranças. E que sim, falei que te esperaria uma vida inteira e pode ter certeza que não menti quando disse isso. Continuo esperando pelo nosso reencontro, pelo momento de te ver novamente e pode ter certeza que será nesse instante que deixarei todas as minhas lágrimas de saudade transbordarem.

vinte nove mil beijos...

* sei que nunca te chamei de amor, tudo o que conseguia era dizer um "meu bem" de vez em quando e mesmo assim sempre em tom de deboche, sempre no meio de uma briga. Mas hoje tudo o que queria era poder te chamar de amor ao pé do ouvido...
22 de set. de 2009

E quem me ajuda?




Conselhos? Eu dou, a torto e a direito, o que não me falta é um bom ponto de vista lógico e racional (olha a humildade, rs). Não importa qual seja o tipo de problema, conselho é comigo mesmo.
Dor de cotovelo?
Desorientação profissional?
Falta de motivação?
Apatia pela própria vida?
Necessidade de trilhar novos caminhos?
Dieta?
Auto-estima?
Estilo?
Exercícios?
Gravidez?
Sim, eu dou conselhos a torto e a direito, sempre me pautando pelo bom senso, pela lógica e pela racionalidade, simples assim. Sabe por quê? Quando não se está envolvido, é possível enxergar o problema como num passe de mágica. Decifro-o e ainda, devoro-o. Sento, escuto, falo, falo, falo, raciocino, vou tecendo uma longa colcha de variedades, ora com fios de ânimo, ora com um cadim de bronca, de repreensão, de chamada de atenção.Se sou boa nisso? Honestamente? Não faço a menor ideia (como eu sinto falta desse acento), tudo que posso dizer é que me dou por inteiro quando dou um conselho. Incentivo, me emociono, exercito a minha paciência, faço tudo que estiver ao meu alcance, quando sou solicitada ou quando me ofereço como ombro amigo ou quando me intrometo mesmo (digamos que eu não sou bem uma flor de pessoa como alguns podem errôneamente pensar).
Só tenho um pequeno probleminha. Um bem pequenininho mesmo. É quando o problema é comigo. Sim, pessoas que dão conselhos também passam por momentos de dúvida (afinal se conselho você bom mesmo não era dado e sim vendido, rs). Lógica e racionalidade???? Consigo enxergá-las claramente como duas aliadas e posso afirmar que me tornei uma pessoa mais prática depois disso (não tô a fim de papo? ou a conversa não va levar ninguém a lugar nenhum? infelizmente não dá tempo de dizer tchau no celular, end é minha tecla preferida). Agora me diz o que faço com essa dor que sinto aqui no coração? O que faço quando a cabeça sabe o que deve ser feito, mas não cosegue parar de pensar nem por um minuto na liberdade que seria nada pensar e sair por aí fazendo o que desse vontade? O que fazer quando não tem ninguém aqui para escutar o que nem sei se quero dizer? Você se espantaria se soubesse que sei que não sou dona da verdade e que tudo que preciso em alguns instantes é só um pouco de menos cobrança, de menos sensatez, de menos lógica (você tem coração? sério? sim, já fui indagada sobre isso). E você ficaria muito surpreso também se soubesse que não tenho as respostas para todas as perguntas que andam me fazendo (não tenho não e tenho ciência disso) e que por muito pouco eu não te chacoalhei da última vez numa vã tentativa de mostrar que eu sinto sim, até quando não quero. Mas não, você não vai saber de nada disso. Nesse exato momento, você estará aqui diante de mim, querendo me contar um novo problema, mais um. E sim, ouvirei compenetradamente. Afinal, conselho é comigo mesmo.
21 de set. de 2009

É festa!!!!




Semana passada, um ventinho desagradável batia de leve na minha janela.
Febre, enjôo, dor de cabeça, o corpo sentia o que a cabeça já sabia há tempos.
Fiz de conta que não era comigo e tentei honrar todos os compromissos, resolver todas as picuinhas e até consegui fazer um dia de 24 horas render inacreditáveis vinte horas (afinal já ouvi falar que "sono é psicológico", kkkkkk).

Sexta-feira chegou, a pior sexta-feira do mês e como não podia deixar de ser, essa conseguiu ficar em primeiro lugar de um total de 13 meses. Depois de uma maratona de sete horas inteiras de salão (fica para outro post o meu recorde de exercício de paciência), a cabeça dava sinais evidentes de que ia explodir, mas vamos lá, que cinco horas de aula é uma coisa que tiro de letra. As cinco horas na verdade pareceram 200 e o caminho para o Sion começou a ser uma vaga lembrança no deserto da árida memória. Tudo o que precisava era de um boa noite, mas do outro lado da linha do celular não tinha ninguém. 22:34, corpo na Savassi, cabeça no domingo, todos os folículos capilares gemendo de dor, onde estava com a cabeça de fazer mechas californianas no mesmo dia do retoque das minhas tradicionais mechinhas? Quando tudo não podia realmente piorar, o celular acusou sinal de vida, número totalmente desconhecido, que saco, quem é que não tem mais nada para fazer nessa vida a não ser me pertubar? Atendo, afinal vai ver mataram Odete Roitman novamente e sem minha ajuda será impossível correr atrás do culpado. Uma voz conhecida e inesperada fez o coração dar um salto. E numa dessas incríveis coincidências (será?)arquitetadas pelo destino (isso existe?) fui a última pessoa a sair do Titanic ilesa. Uma brisa suave adentrou pela janela do táxi, afagando meus,agora platinados, cabelos, os folículos capilares estavam mais calmos agora. Delicadamente digo ao motorista que irei para Pásargada, apesar de estarmos indo totalmente na direção contrária. 23:30 olhei ansiosamente o celular, uma vontade imensa de por ponto final no bendito dia.

Sábado chegou e um calor infernal veio juntamente em sua companhia, mas eu já estava mais leve (futebol sempre me ajuda a descarregar as não tão boas energias). Domingo chegou e a vontade era não ir mais embora, vontade de não sair mais daquele abraço apertado de saudade. Tudo estava ruim, mas as células serenavam.

E cá estou em plena segundona milagrosamente ausente de tédio total, querendo explodir por causa das pequenas coisas boas que chegaram com força total num dia que nem o Correio aparece. Sim, a semana começa com 4 pés direitos e agora é contagem regressiva para cada pedacinho da minha colcha de retalhos de sentimentos ficar pronta. Tem chocolate, música da melhor qualidade, chuva fininha com direito a burburinho de ventos (pode acreditar, aqui ainda estamos nos despedindo do inverno, enquanto a capital quer adiantar o verão, ai, ai), sorrisos sinceros, abraços serenos e muito mais, afinal a semana está só começando...
19 de set. de 2009

Valeu Mineiro, mesmo sem precisar...


Não, eu não sou americana, nem de longe, mas seria impossível me conter depois de acompanhar um pouco o América nesses últimos meses (eu gosto de futebol, isso é verdade e eu sei o que é impedimento, sim). Hoje, após uma pequena pausa de seis anos, o time volta para a série B, ou melhor, ouvi falar que são 12 anos sem um título nacional (será???). Mesmo com a vantagem de ganhar o campeonato se perdesse por dois gols, Mineiro aos 44 do segundo tempo mostrou que nada melhor que o espetáculo da bola na rede pra mostrar que o Coelho voltou (yes, we can!). E por fim, 4 minutos de fogos que não foram suficientes pra espelhar o brilho dos olhos de quem confiou cegamente antes mesmo do fim e até antes mesmo do gol do Mineiro. São coisas assim que me levam a crer que nem tudo está perdido, afinal paixão não se mede pela razão (pode ser ridículo de brega, mas é verdade).

( e não sei pq todos esses quatros brilham por aqui no 34post... hum,são 4 quatros... e sim , quatro é meu número da sorte, há zilhões de anos...)



Time vence o ASA-AL por 1 a 0 no Estádio Independência e sonha recuperar prestígio na Série B do ano que vem
Marcelo Machado Belo Horizonte

Ausente da Série B desde 2004, o América-MG comemora a esperança de dias melhores a partir do ano que vem. Neste sábado, o time sagrou-se campeão da Série C ao vencer o ASA-AL por 1 a 0, garantindo a festa dos quase 11 mil torcedores presentes no Estádio Independência, em Belo Horizonte. No jogo de ida, em Arapiraca, o time havia vencido por 3 a 1.
Além de América e ASA, os outros que disputarão a Segunda Divisão de 2010 são Icasa-CE e Guaratinguetá.
Apesar do clima de festa da torcida pelo placar alcançado no jogo de ida, o América não encontrou facilidade. O gol só saiu aos 44 do segundo tempo, quando Bruno Mineiro recebeu livre na entrada da área e chutou com categoria. Até ali, a pressão era dos visitantes.
Como precisava tirar a desvantagem de dois gols, o time alagoano partiu para cima desde o início e pressionou os donos da casa. Mas faltava capricho na hora de finalizar. A mesma falta de pontaria que atrapalhou o América em sua principal chance na primeira etapa. Aos 39 minutos, depois de um cruzamento da esquerda, Wellington Paulo – que completou 300 jogos pelo clube – perdeu uma chance clara, com o goleiro Tuti batido. O zagueiro pulou antes de a bola chegar e cabeceou quando já estava caindo, jogando por cima do travessão. Dez minutos mais cedo, Renatinho foi o vião do ASA, chutando para fora depois de boa trama da equipe alagoana.
Ao fim da primeira etapa, Zé Rodolfo, do América-MG, desentendeu-se com o goleiro Tuti. Os dois trocaram empurrões e uma confusão tomou conta do gramado. Na volta para o segundo tempo, ambos levaram cartão amarelo.
A indisciplina, aliás, marcou a decisão. Foram 10 cartões amarelos, seis para o América e quatro para o ASA. Destes, dois foram para o zagueiro Henrique, que deixou o time alagoano com menos um aos 20 da etapa final, quando fez falta dura em Fábio Bala.
Mesmo com um a menos, o ASA continuou dominando. Aos 28, depois de bela triangulação entre Nena, Fábio Lopes e Flávio, este último chutou para fora, levando perigo.
Pouco antes, a torcida do América pediu a entrada de Euller e foi atendida. O Filho do Vento não jogava havia 70 dias, devido a uma grave lesão no joelho. O atacante, no entanto, não conseguiu se destacar.
Mesmo com o time pressionado em campo, a torcida do América confiou na vantagem, perdeu o medo e começou a gritar “É campeão” a partir dos 30 do segundo tempo. E foi neste clima que Bruno Mineiro fez o gol da vitória. Ao apito final, gritos de "o Coelhão voltou" e um show de fogos que durou quatro minutos. Uma euforia que simboliza a esperança de um 2010 animador para o América-MG.
16 de set. de 2009

Closer



O quanto é perto demais?
O quanto é longe demais?
14 de set. de 2009

Cansou...

Hoje não quero pensar, questionar, analisar, visualizar diversos e infinitos ângulos, racionalizar...
Não quero amar, nem sorrir, nem cantar, nem dançar, nem pular, nem gritar, nem chorar...
Hoje não.
Hoje não darei conselhos nem broncas, nem beijos nem abraços.
Hoje não tentarei fazer ninguém se sentir melhor, não motivarei nem mesmo um cacto.
Hoje não distribuirei flores, amores e chocolates.
Faz de conta que hoje eu não estou
nem aí
nem aqui
nem em lugar nenhum...
13 de set. de 2009

Felicidade



A Felicidade é uma coisa tão simples, não entendo como os adultos conseguem complicar tanto. Eu agora estou descobrindo os meus pezinhos, adoro pegá-los e colocá-los na boca. É um gosto diferente, algo que me diz que ainda descobrirei o que é liberdade...
12 de set. de 2009

Elogios


Ela não gosta de elogios, na maioria das vezes se constrange e consegue perceber no outro uma intenção oculta. E não, ela não gosta disso, idependentemente de qual tipo de intenção seja. Mas aquele sábado foi diferente, a claridade daquela manhã de calor aquecia a cama de um jeito delicioso e a vontade era de não levantar nunca. Ela abriu os olhos de repente, espreguiçando-se como se a cama fosse só dela. Ele ainda estava dormindo, mas acordou com ela se mexendo na cama. Aquela hora da manhã, com aquela luz banhando o quarto, os dois até pareciam um casal de verdade e não apenas duas pessoas que nada mais tinham para fazer do que tentar se enganarem em algumas ocasiões. Ele fitou-a enquanto ela ainda estava tentando se lembrar o que deveria fazer naquele dia , arrumar mala, pegar ônibus, ir para a casa dos pais, levar a televisão para a assitência técnica...

Você fica mais linda assim, quando acorda, sem maquiagem, sem nada.

Por um instante, ela quase gargalhou, afinal sabia que estava com a cara amassada por causa das quatro horas de sono, com olheiras que mais pareciam crateras e um resquício de insobriedade por causa das duas garrafas do vinho italiano da noite anterior. Mas o tom da voz dele, juntamente com seu olhar despretensioso, a desarmou. Olhou para ele e deu-lhe um beijo na pontinha do nariz, aquele nariz atípico que ela conseguia achar lindo. E apesar de tudo, aquela manhã foi a única lembrança dos dois que ela fazia questão de guardar para jamais esquecer que a felicidade é feita de pequenos instantes, singelos e inesperados...
11 de set. de 2009

AMOR PERFEITO


"Fecho os olhos pra não ver passar o tempo..."


A primeira vez que ouvi essa música, era uma sexta a noite (ou uma quinta???) há exatos sete anos. A cidade era Diamantina, com sua atmosfera fria, misteriosa e impassível. O frio na barriga era o mesmo das outras vezes, a sensação de simplesmente me jogar abismo abaixo também era a mesma e o meu desejo era de poder voltar atrás para fazer tudo de forma diferente. Não foi preciso, apesar de todos os receios, insegurança e medo, eu consegui. Apesar de nem eu mesma acreditar em mim, consegui algo que me faria a pessoa mais feliz do mundo e a mais miserável ao mesmo tempo. Afinal era o amor chegando, aos poucos, de forma silenciosa e sem muito estrondo, entrando pelas arestas da vida para me mostrar que eu seria capaz de mais... As vezes tenho vontade de jogar tudo para o alto, bater a porta bem forte, sair correndo e não olhar para trás. Tentar esquecer, fazer de conta que dá para ser diferente.... Mas não é bem assim, está no DNA, em algum gene bem safado, a minha paixão/adoração/amor pela minha profissão. E pensar que foi há sete anos que passei no vestibular e que quando eu tinha sete anos descobri o que era uma farmácia...
8 de set. de 2009

AMOR MAIOR





Não precisei de palavras para saber que você chegaria, num instante eu soube
E quando ouvi essas palavras, eu chorei
Um choro cheio de lágrimas e sorrisos, de uma emoção única
E foi aí que soube, sem nenhuma palavra também, que seria menino
Menino com alma de anjo, não caberia outro nome senão Gabriel
Menino pequenino mas com um anúncio tão importante quanto aquele do arcanjo Gabriel
E qual não foi a sensação de ouvir do médico que eu estava certa
Você já falava comigo, uma linguagem própria que só dois corações podem ouvir
E o seu coração batia tão forte quanto uma bateria de escola de samba no Desfile das Campeãs,
E desde então, este tem sido o melhor samba enredo da minha vida...
7 de set. de 2009

Medo


Tenho medo de ver o insólito travestido de realidade,
tenho medo de acordar e ver que não sei mais dormir sozinha,
tenho medo de me perder porque fecho os olhos sempre que penso em você,
tenho medo de enlouquecer porque sinto seu cheiro em mim mesmo depois de todos esses anos,
tenho medo de descobrir que isso não se chama paixão,
tenho medo de admitir que já não sou dona de meu próprio juízo quando você me aninha em seus braços nas tardes preguiçosas de domingo,
tenho medo de confessar que sim, estive esperando por você, uma vida inteira
e tenho medo toda vez que abro meus olhos e vejo que você chegou,
porque sei que não há nada capaz de aparar a minha queda se eu cair
e não me importo com isso...
1 de set. de 2009

Setembro




Agosto foi um mês despretensioso, sem planos, sem desejos, sem esperas, sem muitas surpresas. Tudo num ritmo graciosamente despretensioso, deixa estar que amanhã há de ser outro dia. E assim se passaram 31 dias, trinta e um longos dias... E Setembro chegou e a necessidade de mudanças veio a tiracolo, numa bolsinha florida.

Em Setembro quero sorrisos do tamanho de um céu estrelado, abraços apertados, encontros inesperados e conquistas suadas ...

Quero paredes verdes adornando um espaço que um dia foi apenas um sonho tímido na cabeça de um homem e que em Setembro será tão concreto como as estruturas metálicas de uma grande construção civil.

Quero ver os diversos e maravilhosos sorrisos do Gabriel a cada descoberta de um mundo que para ele começou a menos de cinco meses. Quero também ouvir suas palavras provenientes de um vocabulário particular que conseguem expressar de forma única e palpável que viver é realmente uma alegria.

Quero semanas de trabalho intenso com desafios inimagináveis para provar a mim mesma que é a minha atitude que determina o quanto de aprendizado há em cada adversidade.

Quero raios de sol beijando os meus cabelos e um tapete florido para anunciar que muita além da estação das flores, a primavera é o anúncio vivo e colorido de que a terra ainda é fértil.

Quero o corpo bailando num exercício sem fim em busca de seu limite para mostrar que até mesmo uma maratona de 44 km começa com um passo depois do outro e que determinação nada tem a ver com bons ventos e sorte.

Quero ver o espetáculo verde esperança do Coelho no Independência para mostrar que a conquista do título de Campeão Brasileiro da Série C significa muito mais que um simples troféu.

Quero festa com direito a bolo de brigadeiro, docinho e refrigerante para comemorar os 22 anos de muita bagunça e palhaçada da minha quase alma gêmea que atendia pelo apelido carinhoso de Niute (que significava Inútil na nossa linguagem de criança) .

Quero alunos sedentos por conhecimento, sem medo de agulhas de 30cm e esfigmomanômetros, dispostos a ter um novo olhar sobre suas próprias funções no mercado de trabalho.

Quero aquele abraço apertado tão esperado para provar para mim mesma que algumas pausas são apenas um pequeno intervalo de tempo e não a protelação de um fim.

Quero ouvir suas palavras simples que me mostram que um curso superior não pode ser pré-requisito para gostar de alguém e que a beleza das coisas reside no olhar de quem as vê e não em seu valor material.

Quero descobrir a capacidade do corpo de sentir prazer nas coisas mais singelas como um toque, um gesto de aproximação, um olhar de afeto.

Quero discutir banalidades em meio a gargalhadas contagiantes , enquanto jogamos conversa fora sobre as peripécias da vida alheia.

Quero noites compridas para descansar minha mente inquieta em meio a tantos desejos.

Quero sim, isso e muito mais, porque "hoje, o tempo voa, amor"...

"E amanhã, pode tudo acontecer, inclusive nada."
 
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