22 de set. de 2009

E quem me ajuda?




Conselhos? Eu dou, a torto e a direito, o que não me falta é um bom ponto de vista lógico e racional (olha a humildade, rs). Não importa qual seja o tipo de problema, conselho é comigo mesmo.
Dor de cotovelo?
Desorientação profissional?
Falta de motivação?
Apatia pela própria vida?
Necessidade de trilhar novos caminhos?
Dieta?
Auto-estima?
Estilo?
Exercícios?
Gravidez?
Sim, eu dou conselhos a torto e a direito, sempre me pautando pelo bom senso, pela lógica e pela racionalidade, simples assim. Sabe por quê? Quando não se está envolvido, é possível enxergar o problema como num passe de mágica. Decifro-o e ainda, devoro-o. Sento, escuto, falo, falo, falo, raciocino, vou tecendo uma longa colcha de variedades, ora com fios de ânimo, ora com um cadim de bronca, de repreensão, de chamada de atenção.Se sou boa nisso? Honestamente? Não faço a menor ideia (como eu sinto falta desse acento), tudo que posso dizer é que me dou por inteiro quando dou um conselho. Incentivo, me emociono, exercito a minha paciência, faço tudo que estiver ao meu alcance, quando sou solicitada ou quando me ofereço como ombro amigo ou quando me intrometo mesmo (digamos que eu não sou bem uma flor de pessoa como alguns podem errôneamente pensar).
Só tenho um pequeno probleminha. Um bem pequenininho mesmo. É quando o problema é comigo. Sim, pessoas que dão conselhos também passam por momentos de dúvida (afinal se conselho você bom mesmo não era dado e sim vendido, rs). Lógica e racionalidade???? Consigo enxergá-las claramente como duas aliadas e posso afirmar que me tornei uma pessoa mais prática depois disso (não tô a fim de papo? ou a conversa não va levar ninguém a lugar nenhum? infelizmente não dá tempo de dizer tchau no celular, end é minha tecla preferida). Agora me diz o que faço com essa dor que sinto aqui no coração? O que faço quando a cabeça sabe o que deve ser feito, mas não cosegue parar de pensar nem por um minuto na liberdade que seria nada pensar e sair por aí fazendo o que desse vontade? O que fazer quando não tem ninguém aqui para escutar o que nem sei se quero dizer? Você se espantaria se soubesse que sei que não sou dona da verdade e que tudo que preciso em alguns instantes é só um pouco de menos cobrança, de menos sensatez, de menos lógica (você tem coração? sério? sim, já fui indagada sobre isso). E você ficaria muito surpreso também se soubesse que não tenho as respostas para todas as perguntas que andam me fazendo (não tenho não e tenho ciência disso) e que por muito pouco eu não te chacoalhei da última vez numa vã tentativa de mostrar que eu sinto sim, até quando não quero. Mas não, você não vai saber de nada disso. Nesse exato momento, você estará aqui diante de mim, querendo me contar um novo problema, mais um. E sim, ouvirei compenetradamente. Afinal, conselho é comigo mesmo.

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