
A cama, sarcástica e impiedosa, não a deixa esquecer que ele foi embora. E o espaço dele ainda está lá, vazio. Aquele lado direito da cama, que ela gostava tanto de invadir para dormir agarrada a ele. Mas agora ela se encolhe toda no seu lado e a cama se torna uma imensidão de solidão, um vazio sem fronteiras geográficas que a invade num claro sinal da falta que ele faz. A saudade é a presença da falta, ela ouviu em algum lugar há muito tempo, mas nunca imaginou que um dia esse clichê faria tanto sentido como faz agora. Então, de vez em quando ela dorme no chão, de vez em quando no sofá e é quando estranhamente não se sente sozinha...


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