26 de out. de 2009

Pick me, choose me, love me!

Ela olhou para ele com os olhos já marejados naquela tarde nublada. Quando seus olhares se cruzaram por um milésimo de segundo ela não foi capaz de se conter. Derramou um rio de lágrimas, em meio a soluços tímidos e envergonhados. Chorou como uma criança que sabe que o brinquedo favorito se quebrou por um capricho qualquer do destino (um daqueles que a gente não consegue entender). Ele sem saber o que fazer, apenas abraçou-a, o que a fez chorar ainda mais. Se pudesse, ela pediria para que ele a amasse e ficasse com ela. Se realmente existisse alguma chance, ela imploraria, suplicaria por um mísero intervalo de tempo. Despudoradamente faria mil promessas de um amor desmedido. E enquanto chorava, tudo o que queria dizer com toda a força de suas células era Pick me, choose me, love me. Em vão, tentou frear a enxurrada de lágrimas com a palma das mãos, os olhos pequenos agora ainda menores, inchados e vermelhos dificultavam que ela calasse seus sentimentos e com um fiapo de voz quase inaldível tudo o que conseguiu dizer foi:
- Meu cachorro morreu.

2 comentários:

Polly Di disse...

(suspiros)

Andrea Carolino disse...

"Ele sem saber o que fazer, apenas abraçou-a"

Nas horas de choro, isso me é o suficiente!
=)

Bjos

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