2 de fev. de 2012

O prazer de escrever

                
"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..." Clarice Lispector


As palavras nunca me abandonaram. Elas continuam aqui, emaranhadas, amontoadas, emboloradas, embaralhadas, amarrotadas, tortas e confusas. Ainda assim, elas estão aqui, tentando achar alguma forma de escapulir e formar frases, parágrafos, textos, qualquer coisa que dê sentido a esse caminho meio errado, meio fora do prumo. Ah, as palavras! Nada mais que um amontoado de letras que vivem a bailar dentro dessa minha cachola, num eterno convite para viagens malucas a mundos distantes. Sim, elas continuam aqui e ficam horas a fio cochichando histórias absurdas em meus ouvidos, numa constante tentativa de prender a minha atenção. Então, encontro-me no mesmo em que já estive há alguns anos: preciso desembotar as palavras, deixar com que respirem fora de mim, que se agrupem, se reúnam, formem pares impensáveis e que contem a história que desejam. Assim como na primeira vez, não imagino o resultado de tal empreitada, quiçá posso entender se estamos caminhando para um novo lugar. Tudo o que sei é que recomeço essa caminhada e espero dias de sol e um pouco de leveza.

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