Você é uma das pessoas mais lindas que eu conheço. Não estou falando do seu sorriso bobo de menino, nem das suas sombrancelhas grossas que tentam inutilmente te dar um semblante sério, assim como esse seu cavanhaque estrategicamente posicionado para disfarçar as marcas de uma acne que mesmo com isotretinoína fez questão de deixar lembranças ou da sua cor, um blend mais que perfeito de café com leite [que eu tomaria todos os dias no café da manhã]. Mas não, eu não estou falando disso. Estou falando da pessoa que vejo quando olho em seus olhos, da pessoa que você me permitiu conhecer em momentos prosaicos. Sua inteligência, seu bom senso, seu jeito tranquilo, seu bom humor, sua preocupação em ser um pai bacana para a sua filha e muitas outras coisas mais são responsáveis pela profunda admiração que sinto por você.
A essa altura do campeonato, é impossível negar que me apaixonei por você. Não uma, não duas , nem três, nem quatro, mas trocentas vezes nesses anos de uma certa convivência. É difícil também saber se um dia eu deixarei de me apaixonar por você, pq quanto mais me aproximei, [mesmo sabendo que o certo seria me afastar] mais a minha admiração cresceu por uma pessoa cheia de defeitos, cheia de manias e com algumas ideias machistas, mas, ainda assim, um ser humano maravilhoso.
A sua capacidade de me fazer sorrir por tão pouco, a segurança e a estabilidade que a sua presença me fizeram sentir, são qualidades únicas e especiais. Você me ouviu, me aconselhou, me salvou de grandes roubadas e me fez entender o valor de uma amizade verdadeira. Muito mais que a grande paixão da minha vida, você se tornou a minha razão para querer ser uma pessoa melhor.
Um dia você foi embora e essa foi a época em que me virei do avesso para descobrir como viver sem um pedaço de mim. Apesar de tudo, eu aceitei. [Tudo o que se quer quando se gosta de alguém é a felicidade desta pessoa. E você não imagina como desejei que você fosse feliz, ainda que longe de mim.] Pacientemente, eu esperei você voltar [para mim], pq no fundo sempre soube que aquele não seria o nosso fim. Sim, você voltou e abalou toda a estrutura do brilhante projeto da minha vida sem você. Eu sei porque você voltou, por ironia do destino foi exatamente pelo mesmo motivo que te fez partir. Também sei que você vai embora de novo, afinal nossos caminhos são duas retas paralelas que por alguma razão matematicamente inexplicável [pelo menos para mim] acabaram se encontrando, como num acidente de percurso. Mas não se preocupe, eu sei que tem que ser assim, embora [ainda] não entenda o porquê. Sabe do que vou sentir mais falta? Não é do seu beijo macio como nenhum outro, nem do seu abraço do tamanho de um céu estrelado, não, nada disso. A lembrança que vai ficar registrada é a dos inúmeros significados que conseguimos dar para uma palavra que ainda não deciframos e do quanto eu me divertir com isso...


4 comentários:
O problema é que nos apaixonamos pelas qualidades sem nem se quer olharmos os defeitos!
Mas como diz minha mãe "a ingratidão mata a afeição". Não há sentimento que dure diante da indiferença...
Bjos!
Ai-meu-Deus, Pri! Eu me segurei para não chorar aqui... que texto bonito...
Um beijo.
[P], não chora não, já me derramei por aqui, rsrsrs.
bjo grande!
Andrea, o problema mesmo é quando nem os defeitos nos afasta!!!
bjus!
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